Você está curtindo a vida ou só curtindo a vida?

Pra ouvir enquanto lê:

Não, eu não errei o título! Pensa comigo: você aproveita a sua vida, sai com seus amigos, aproveita os momentos de ócio necessários ou só curte a vida que passa pela timeline do facebook/instagram?

Eu tenho observado as minhas atitudes frente ao smartphone e vou apontar o dedo pra mim e, se a carapuça te servir, vista-a e vamos ser felizes juntos! Estou observando pouco – a natureza, as pessoas, minha família, a mim mesma -, estou dando mais likes na vida do que curtindo a vida. Nesse último fim de semana eu tive a oportunidade de curtir a vida. Saí com meus amigos, dei risada, ouvi música boa, comi e bebi coisas deliciosas, aproveitei cada momento com aquelas pessoas que estavam comigo (e que eu estava com MUITA saudade! </3). Depois, comecei a pensar em como a gente foca nosso olhar numa telinha tão pequenininha quando temos uma vida enoooooooorme passando bem na frente da nossa cara.

Fonte: Pexels

Faz um tempo que estava pensando também que a tecnologia nos afastou dos nossos amigos. Leitores com mais de 35 anos, por favor, nos contem como vocês conseguiam se manter próximos dos amigos sem whatsapp, facebook e outras plataformas que nos “aproximam” das pessoas. Explico esse meu pensamento: moro numa cidade pequena (Campos do Jordão não é imensa) e tenho 4 amigos bem próximos (migos, amo vocês! <3). Às vezes, ficamos sem nos ver uns 2 meses. Morando NA MESMA CIDADE. Esse é o tempo que poderíamos ficar sem nos ver se eu morasse em outra cidade. Porém, nos falamos todos os dias pelo whatsapp e nos encontramos fisicamente muito pouco e isso é ruim!

Ruim porque deixamos de olhar as pessoas nos olhos, de sentir o calor dos amigos próximos e a delícia que é saborear a presença física daqueles que gostamos. Existe outra questão também: as pessoas ficaram menos comprometidas umas com as outras. Há 20, 25 anos atrás (falo de um tempo que só conheço pelos relatos de pessoas mais velhas que vivem perto de mim) quando as pessoas marcavam de se encontrar, elas se encontravam. Achavam um lugar nas agendas – porque todo o mundo sempre trabalhou -, se encontravam com seus amigos ou paqueras e ok. Hoje é uma dificuldade de conseguir reunir o povo porque parece que estamos mais ocupados do que nunca e acho que isso não é verdade. O fato é que ficou mais fácil de avisar que não vai dar pra aparecer. Antes, podia acontecer da pessoa ir ao encontro pra avisar que não ia!

Ouvi uma pessoa dizendo que quando namorava sua atual esposa, ela mandava telegramas para ele. Gente, telegrama! Crianças hoje mal sabem o que é receber uma carta! Aliás, a escola da minha sobrinha de 8 anos fez uma atividade para as férias que eu amei: as crianças se sorteavam como num amigo secreto e escreviam uma carta para aquele amigo. Durante as férias, as crianças iam recebendo suas cartas de seus amigos secretos. Minha sobrinha ficou numa felicidade de receber sua carta que foi fofo! Eu ainda gosto de usar dos Correios, mandar cartas escritas à mão, escrever bilhetes para as pessoas, agir mais no off-line. Acho que isso demonstra interesse. Quando a gente se dedica a escrever uma carta ou fazer alguma coisa de forma artesanal, isso requer nossa atenção e acaba dando mais importância para o que estamos fazendo.

A proposta desse texto é: curta menos a vida e curta mais a vida! Fique sem fazer nada por algum tempo, só observando a natureza, o céu, uma criança brincando na pracinha, pessoas indo e vindo na rua. Arrume um artesanato para fazer – estou fazendo uma blusa de tricô para mim. Só Deus sabe quando ela fica pronta, mas ela tá lá na agulha…-, aprenda a cozinhar, saia pra dançar, veja seus amigos e não tire fotos. Li esses dias que nós sabemos quando estamos com uma companhia muito boa quando não tiramos fotos desse momento. Exceção à regra foi esse meu fim de semana, que temos algumas fotos da nossa diversão. Experimente deixar o celular em casa e saia fazer alguma coisa. Você vai perceber, como eu tenho percebido, que sobra tempo porque perdemos menos tempo conferindo as curtidas em nossas atividades e usamos o que sobra fazendo coisas memoráveis. Nossa memória tem capacidade para armazenar boas lembranças e não fica enviando mensagens de “espaço insuficiente” a cada coisa que entra. Pelo contrário, quanto mais lembranças armazenadas, mais espaço para armazená-las. Eu estou tentando me desligar do celular para me ligar nas pessoas e olha, não estou perdendo nada com isso!

Fonte: Pexels

Pelo contrário: estou ganhando qualidade! E hoje em dia, qualidade tem que ser valorizada!

Um forte abraço e até a próxima! ;)

O que nós mulheres estamos fazendo aos nossos homens?

Esse vídeo me perturbou semana passada. O conteúdo dele é algo no qual eu tenho pensado com frequência e isso tem me incomodado cada vez mais e ainda bem que tenho agora esse espaço, para que, expondo meus pensamentos, alguém pode dizer se sente o mesmo. Nós, mulheres, temos cada dia mais conquistado nosso espaço de respeito dentro da sociedade; o feminismo tem nos empoderado, nos fazendo conhecer nossos direitos e nos dando voz mais forte.

Muitas pessoas que convivem comigo e sabem que sou cristã católica, praticante da minha fé estranham o fato de eu levantar a bandeira do feminismo tão alto e tão forte – dizem ser incoerente. Devo dizer aqui:  não concordo com parte das discussões levantadas, mas sou total apoiadora de que todas as mulheres do mundo tenham, pelo menos, direito de andar na rua sem sentir medo. Comecei esse texto com esse assunto para contextualizar o que vou dizer a seguir.

Com toda essa nossa luta por respeito, impondo até de maneira forçada o respeito ao nosso espaço como mulher, acabamos por pisotear os homens ao nosso redor. Me entenda, por favor, não estou aqui defendendo homem babaca, que canta qualquer corpo feminino que passe perto dele ou que se acha no direito de passar a mão em nossos corpos. Não! Estou falando dos Homens de verdade que vivem ao nosso lado: irmãos, amigos, primos, vizinhos, colegas de trabalho, enfim, os bons homens que convivem conosco e podem estar sufocados pela nossa força.

É inegável: nós mulheres temos uma força interior inacreditável. A gente suporta e passa por cada coisa que as vezes eu penso como a gente consegue! Só que com tudo isso, a gente se esquece que existem pessoas ao nosso lado que são fortes fisicamente, mas as vezes sua força interna não está assim tão boa. Estive observando e pensei muito antes de escrever sobre isso aqui porque é polêmico, eu sei! Mas eu preciso dizer que nós mulheres estamos sendo cruéis com a maioria dos homens que convivem conosco.

Nessa nossa ânsia de nos defender dos abusos que recebemos e reivindicar espaço de respeito, acabamos por atropelar homens que estão ao nosso lado nos defendendo de abusos e apoiando a abertura do nosso espaço. E a gente não vê. Dia desses presenciei uma cena que me partiu o coração. Estava na secretaria da paróquia esperando a secretária e vi um jovem casal, acredito que de namorados, esperando o padre. Sentei bem de frente para os dois e percebi que eles estavam meio impacientes, ela principalmente, andava de um lado para o outro na frente de um rapaz silencioso. De repente ela sai da sala e o rapaz vai atrás dela. Antes ele tivesse ficado sentado. Ela, do lado de fora, gritava com ele como se ele fosse um cachorro: “fica aí! Não mandei você vir atrás de mim! Fica aí!”, cada vez mais alto e mais rude. Aquilo foi MUITO grosseiro. O rapaz se sentou na minha frente novamente, levou as mãos ao rosto e chorou um choro muito dolorido. Sério, a minha vontade foi de me levantar e dizer pra ele: “nunca mais deixe que ela te trate assim. Não sei o que está acontecendo, mas ela não tem o direito de te humilhar desse jeito”. Mas eu fiquei sem jeito de me intrometer e acabei ficando ali, observando ele se quebrar em público, limpar as lágrimas cheio de vergonha e se “recompor”. Logo o padre chegou, ele entrou na sala para conversar com o padre eu fiquei ali com a cabeça cheia de pensamentos do tipo: “o que nós estamos fazendo com os nossos homens?”.

Parece redundância do vídeo, mas homens que expressam seus sentimentos, aqueles profundos, doloridos, que podem demonstrar fraqueza, na verdade são os homens mais fortes que já vi na vida. Tenho dito a muitos homens com quem convivo que é lindo ver um homem que chora. Porque isso significa que ele tem a enorme coragem de mostrar que também sofre ou se alegra; que sente. E homem que sente e demonstra é lindo!

Meu apelo final é para minhas irmãs de gênero: mulheres, vamos voltar à nossa delicadeza. Eu não digo para parar de lutar. Não digo abandonar os ideais de um mundo mais justo para nós. Não! Eu digo voltar à nossa essência feminina de captar sentimentos no ar, de observar as pessoas, de sentir quando alguém precisa de nosso apoio. Deixemos de ser egoístas e vamos olhar para o homem que convive com a gente e ver que ele precisa de palavras de afeto, palavras carinhosas, de um olhar de aprovação. Homens precisam se sentir e ver que são amados, que estamos ali respeitando o que eles sentem. Só assim vamos conseguir equilibrar nossa sociedade. Homens emocionalmente capazes e mulheres delicadamente fortes. A gente precisa olhar as pessoas. Não enxergar: olhar. Ver o que há por trás de um “tá tudo bem”! As vezes não está tudo bem, mas a gente não tem se importado…

Um forte abraço e até o próximo texto!

Sobre coragem!

Pra ouvir enquanto lê: Coragem – Biquini Cavadão

Levei um tempo para criá-la. Ela, a coragem, não é algo que se cria da noite para o dia. Deveria, mas não é! Pela primeira vez escrevo para muitas pessoas lerem e isso dá um certo medo… Sou a Fernanda, tenho 25 anos (quase 26!) e a partir de agora escrevo para o Conteúdo!

E escolhi escrever sobre a coragem porque tenho vivido situações que me jogam de cara para ela. A vida é exigente e não facilita para quem não tem coragem, para quem é mole e desiste fácil das coisas. Sempre fui uma pessoa muito tranquila, até meio enrolada para me resolver. Um dia, no início da faculdade, meu cunhado me falou: “você fica levando sua vida na flauta, daqui a pouco a vida vai te obrigar a tocar uma tuba e você não vai dar conta!” Na hora aquilo me atingiu como uma flecha, um murro na cara; fiquei morrendo de raiva. Uns anos depois, entendi o que ele queria dizer: eu precisava ser mais forte, criar uma casca mais grossa pra resistir às pancadas que a vida dá. E olha, ela luta MMA, jiu-jitsu, capoeira, boxe! Dá cada soco na cara, cara golpe duro que só com uma casca digna de Tartaruga Ninja a gente aguenta!

E é aí que a coragem entra! A gente precisa dar a cara a tapa, dar o rosto pra vida bater, senão a gente fica parado no mesmo lugar, vivendo a mesma vida, vivendo uma vidinha medíocre! E a gente não nasceu pra ser medíocre. Segundo o dicionário, medíocre quer dizer mediano. Digo mais, digo que quer dizer medido. A gente fica medindo a vida: “até aqui eu posso ir; até aqui eu quero ir; depois disso eu não tenho capacidade”. E isso é uma maldade com a gente mesmo! A gente nunca descobre do que é capaz, nunca sai do lugar e eu não sei você, mas eu fico desesperada com a falta de mudança na minha vida!

Sou formada em relações públicas e exerci a profissão por dois anos, num emprego que adorava, ambiente bacana, colegas incríveis e que me pagava bem! Há 10 meses pedi demissão, em meio à crise do país e comecei a fazer biscoitos amanteigados decorados. Se eu fiquei louca? Cheguei a pensar que sim, mas depois refleti que fiz aquilo que meu coração pedia havia muito tempo. Criei coragem, avaliei as possibilidades e hoje, sou incrivelmente feliz com a decisão que tomei! Mas precisei pular num abismo escuro, que não sabia se era fundo ou não, se tinha pedras durante a queda, se eu ia ficar caindo pra sempre ou se iria me esborrachar de cara no chão. Mas eu pulei!

via GIPHY

Pra terminar te deixo o convite: olhe pra sua vida, veja aquilo que você sempre sonhou em fazer e faça um teste. Se pergunte se isso vai funcionar pra sua vida, se vai te sustentar e te deixar feliz. Você já avaliou tudo isso, já verificou os riscos e viu que dá pra mudar? Então pula nesse abismo escuro que lá no fundo dele tem a cama elástica da realização pessoal pra te segurar! No meu fundo do abismo tinha a cama elástica do prazer, da felicidade, da auto realização. E, no fim de tudo, descobri que tenho a maior capacidade pra tocar uma flauta, uma tuba e até quem sabe tocar a orquestra toda!

Como disse Dona Canô, mãe do Caetano Veloso para o Jorge Vercillo e este musicou: “Ser feliz é pra quem tem coragem / Coragem é um dote, coragem é pra quem pode”! Sejamos corajosos para ser felizes!

Um beijo e até a próxima! ;)

Dia Dos Namorados

Quem nunca sonhou em viver momentos de um conto de fadas, com direito a jantar romântico, música apaixonada e declaração de amor. Toda mulher quer ter esse momento lindo não é mesmo?
Hoje no dia dos namorados, os restaurantes estão com filas de espera, os barzinhos irão lotar, as lojas venderam muito e por ai vai.
E você já se preparou para tudo isso?

Fonte: Freepik
O dia dos namorados é uma data comemorativa, não oficial, destinada aos casais de namorados, pretendentes e apaixonados e claro, que também é uma data que se destaca no calendário do comércio varejista pelo apelo emocional e comercial, movimentando praticamente todos os setores do comércio.
E dai que você vai passar o dia dos namorados sozinha e não vai ganhar presente? Esse é só um dia comum, num mês como todos os outros. Não se sinta sozinha,tenha amor próprio, seja feliz, pois ao encontrar alguem você estará tão segura de si, que seu relacionamento super dará certo.
E as que tem namorado, que bom, aproveite todos os dias ao lado dele, faço o muito feliz.
Feliz dia dos NAMORADOS a todos os casais que vivem muito bem todos os dias!!

 

Ego, Relação e Maturidade

Segredos íntimos, olhares penetrantes, carinho, respeito, planejamento a dois, divisão das tarefas, são alguns pontos da relação a dois, mas a cumplicidade é a grande diferença que alimenta os amores.

Um bom relacionamento exige muitos fatores, porém um fator muito importante é o  amor. Porém este fogo só irá continuar queimando se as atitudes do casal sempre forem maduras em uma proposta de crescimento em conjunto.

Sem a união na relação, a tendência seja que os egos gritem, em momentos em que a razão deveria ser ouvida deixando de lado a emoção, e que sentimentos sejam observados deixando de lado o individualismo.

Continue lendo “Ego, Relação e Maturidade”

Se você não soubesse a sua idade, quantos anos teria?

Fazia tempo que eu não tinha um domingo tão preguiçoso, daqueles que a gente acorda tarde e deixa o tempo seguir seu ritmo próprio. De repente eu me deparei com uma frase que dizia mais ou menos o seguinte, “Se você não soubesse a sua idade, quantos anos teria?”

Não sei quem é o autor, mas tudo parou num piscar de olhos e o que sobrou foi uma baita dúvida. Confesso que a frase me pegou tão de surpresa que fiquei parada um minuto na frente do computador pensando sobre isso. Quantos anos eu teria se não soubesse a minha idade? Já parou para pensar? Você se consideraria mais jovem ou mais velho do que realmente é? Se você tem 30 acharia que tem 20? Se tem 40 acharia que tem 30?

Nos meus documentos eu tenho exatamente 27 anos.  Mas as vezes parece que tenho muito mais! Ou muito menos! Tem dias que meus 27 pesam mais do que eu gostaria, que vejo quanto tempo já passou. Outras vezes parece que eles me mostram o quão longe ainda estou de onde eu realmente gostaria. E quanto tempo ainda me resta! E me falta!

É engraçado pensar que um número tão banal pode, as vezes, definir toda uma existência. E como ele é tão incompatível com a realidade. Será que sentimos realmente a nossa idade? Você realmente sente os seus 25, 27, 35, 40 anos? Porque as vezes sinto que meus 27 dobram ou diminuem de acordo com o acontecimento. Quando alguns problemas nos obrigam a ser mais velhos do que realmente somos, ou quando aquele medo bobo faz a gente virar criança de novo. Já conheci tanto adulto-criança e tanta criança-adulto por ai, que realmente me faz pensar que idade está apenas na nossa cabeça.

Está muito mais em como você se percebe do que como os outros te enxergam.  Do adolescente de 15 anos que teve que se tornar adulto cedo demais ou do senhor de 75 que ainda parece àquele jovem de 20. É muito mais emocional do que a sua data de nascimento.

Acho que de todas as formas que conseguimos nos limitar, a idade me parece ser uma das mais cruéis. Porque simplesmente te define com um número tão simples e, as vezes, te encaixota em estereótipos tão banais.  E as vezes parece que nos restringimos tanto por conta da nossa idade. Como se o peso do número definisse quem somos de verdade.

Talvez seja a hora de olharmos as pessoas além da idade registrada no documento, além das rugas dos olhos, além do tempo de nascimento. E ver elas como simplesmente são, pessoas, as vezes adultos, as vezes crianças, sempre com uma idade diferente. Porque não é o número que nos define, mas a vida que vivemos.

Minha vontade: Sopa de Feijão com macarrão

É… parece que o frio esta chegando e junto a famosa sopa para esquentar. E quem lembra daquela sopa que só a mãe sabia preparar? Eu até arrisco de fazer, usando os mesmos ingredientes, mas não fica a mesma coisa. Até porque ela faz naquele super fogão a lenha maravilhoso.
É impressionante como nossa mãe tem um toque diferenciado, um toque especial, só pode ser amor e olha que ela nem usa sazon. A sopa que mais peço para minha mãe preparar quando vou visita-la é a famosa sopa de feijão com macarrão e legumes, regada a uma gota de pimenta.

Fonte: Pinterest

Só de pensar deu água na boca, mas nesse momento vou fuçar a minha geladeira e me contentar com o que vou fazer para comer, que ainda não me decidi. E vocês o que vão fazer para comer nesse friozinho?

De repente da certo

Almoçar e descansar é o que todos fazem quando estão muito cansados, principalmente em um feriado prolongado.  Porém, nada melhor do que pegar estrada e relaxar a mente em um lugar distante de todo barulho da cidade, um lugar que é mágico.

Créditos da foto: David Henrique Paulino da Silva

Conhecendo lugares diferentes você inevitavelmente acaba conhecendo as pessoas que vivem nesses lugares, ou até mesmo pessoas de outros lugares. Paraty, cidade histórica, onde as pessoas reagem à um sorriso e à um bom humor. Cada canto da cidade tem uma história a ser contada. O mais impressionante foi uma cena que fiquei parada por horas assistindo.  Ali em frente a uma igreja estava um jovem negro vestido de escravo, com uma corrente presa ao seu tornozelo,  ele narrava como tinham sido construídas as ruas da cidade histórica de Paraty. Ele não só narrava, como gesticulava, dava para perceber o carinho enorme que ele tinha pela cidade e por estar ali transmitindo um pouco de seus conhecimentos.

A tia do carrinho do churros então, nossa ela respirava cultura, impressionante!  Quanta coisa boa ela conseguiu passar em poucos minutos, enquanto prepara meu pedido.

Depois de viver tanta coisa diferente naquela tarde de Sábado , aprender tanta coisa nova, voltei para a casa onde estava hospedada, feliz por aproveitar de maneira gostosa  uma parte do meu feriado.

E você prefere ficar entediado em casa após o seu almoço, ou ir respirar cultura em cidades como Paraty?

 

Uma terça-feira qualquer

Uma terça-feira qualquer, 08h da manhã. O mundo segue seu ritmo frenético de sempre, mas eu estou parada no tempo em uma viagem nostálgica da minha infância, na casa onde cresci e passei os melhores anos da minha vida. Observando uma das cenas que há muito tempo não via, minha avó se mexendo pela cozinha como se pertencesse a esse lugar desde sempre.

Essa mulher que me ninou quando ainda era um bebê, que me pegou no colo mais vezes que posso contar, que fazia de tudo para criar as comidas que eu mais gostava, que do seu jeito simples e forte ao mesmo tempo me ensinou lições tão poderosas que acho que nem ela se dá conta disso. Que apesar dos problemas continua com um sorriso no rosto.

Na verdade, me considero uma pessoa extremamente sortuda por ainda ter meus avós vivos, avô e avó por parte de pai e uma avó por parte de mãe. É aquele tipo de milagre que a gente não se dá conta até o momento que percebemos que podemos perdê-los.  E nesse dia, tive a vontade de simplesmente sentar e observá-los. Só olhar. Só perceber.  Então me dei conta de quanto eles são preciosos e de quão pouco eu falo isso para eles.

Eles passam aquele tipo de lição que não se aprende por falas intermináveis de moralidade, mas por cada exemplo, por cada gesto, cada atitude. Eles não são grandes intelectuais, não fizeram faculdade, nem pós-graduação, nem mestrado no exterior. Não comandaram grandes empresas e nem têm livros publicados por ai. Mas eles possuem aquele tipo de sabedoria que só quem viveu intensamente consegue ter.

De repente, me dei conta que por trás daqueles pés cansados, das dores no corpo inteiro, da dificuldade no caminhar, daqueles olhos que viram mais do que eu possa imaginar, existem pessoas que enfrentaram tudo que a vida jogou para eles e venceram. Pessoas que possuem uma história inteira por trás daquelas linhas de expressão no rosto.  Pessoas que eu me orgulho de fazer parte da família.

Que me mostraram que por mais que a situação seja insuportável um sorriso no rosto é sempre bem-vindo. Que tudo dá certo no final e que se não deu certo é porque não chegou o final. Que por mais que você não queira é sempre bom levar um casaco, porque, sim, vai fazer frio. Que comer sua comida favorita cura qualquer doença. Que cuidado se mostra muito mais por gesto do que por palavras.  Que ficar no colo de quem você ama e ser abraçada por ela é o melhor remédio para qualquer tristeza. Que a vida é dura, as vezes injusta, mas que é preciso continuar caminhando, cada passo por vez.

Então, só de observá-los pude perceber o quanto me moldaram na pessoa que sou hoje. O quanto sou grata por cada lição aprendida, mesmo eles não sabendo que estiveram me ensinando esse tempo todo.  Mas espero que saibam que, por mais que eu não fale sempre, que por trás da sabedoria do olhar de cada um deles eu pude compreender um pouco mais dessa viagem doida que é a vida.

Não pensar também é maravilhoso

Fonte: Pinterest

Há algumas semanas, estou dando aula de teatro para jovens e crianças, na Associação Nossa Turma. É claro que em tão pouco tempo, já tenho aprendido um tanto sobre mim mesma e sobre tantas outras coisas com aqueles meninos e meninas.

Na última segunda-feira, depois de um exercício que eu considerava um desafio (ao menos pra mim, enquanto atriz), ao questioná-los sobre a dificuldade de fazê-lo, uma aluna, de maneira muito espontânea e natural, me disse: “não é difícil não professora, é só não pensar”. Sim, eu fiquei pensando muito sobre essa simples frase haha Sim, eu penso demais. Todo o tempo, e milhares de coisas ao mesmo tempo. E como o “pensar”, é capaz de nos travar. É claro que não dá pra sair enlouquecidamente fazendo tudo o que vem na cabeça, sem pensar em consequências, mas por diversas vezes, o “não pensar”, significa também respirar fundo e aceitar a situação, não como forma de comodismo, mas como forma de se permitir sentir prazer naquele momento.

Continue lendo “Não pensar também é maravilhoso”