Ego, Relação e Maturidade

Segredos íntimos, olhares penetrantes, carinho, respeito, planejamento a dois, divisão das tarefas, são alguns pontos da relação a dois, mas a cumplicidade é a grande diferença que alimenta os amores.

Um bom relacionamento exige muitos fatores, porém um fator muito importante é o  amor. Porém este fogo só irá continuar queimando se as atitudes do casal sempre forem maduras em uma proposta de crescimento em conjunto.

Sem a união na relação, a tendência seja que os egos gritem, em momentos em que a razão deveria ser ouvida deixando de lado a emoção, e que sentimentos sejam observados deixando de lado o individualismo.

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Belas Imagens e Lindos Versos

Fevereiro – Matilde Campilho

Escute só, isto é muito sério.

Anda, escuta que isso é sério!

O mundo está tremendamente esquisito. Há dez anos atrás o Leon me disse que existe uma rachadura em tudo e que é assim que a luz entra, não sei se entendi. Você percebe alguma coisa da mistura entre falhas e iluminação?

Aliás, me diga, você percebe alguma coisa de carpintaria? Você sabe por que meteram um boi naquele estábulo ao invés de um pequeno rinoceronte? Deve ter tido alguma coisa a ver com a geografia. Ou com os felizmente insolussionáveis mistérios que só podem vir do misticismo asiático. Um boi é um bicho tão… inexplicável. Ainda bem.

Dica: Assista o Video antes de ler.

O amor é um animal tão mutante, com tantas divisões possíveis.
Lembra daqueles termômetros que usávamos na boca quando éramos pequenininhos? Lembra da queda deles no chão?

Então, acho que o amor quando aparece é em tudo semelhante à forma física do mercúrio no mundo. Quando o vidro do termômetro se quebra, o elemento químico se espalha e então ele fica se dividindo pelos salões de todas as festas. Mercúrio se multiplicando. Acho que deve ser isso uma das cinco mil explicações possíveis para o amor.

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De quanto em quanto tempo o mundo desaba sobre você?

As coisas começam a andar bem, caminham sozinhas e ganham certa independência. Mas de repente, tudo muda. É como se a única opção seja se boicotar. Acredite: não é. Você fica perdido no tempo, deixa acumular as coisas e quando percebe, tudo está – literalmente – caindo em sua cabeça. Não deixe. Não desanime. Não desista. Esse não é um texto de autoajuda. Apenas gostaria de dizer que ninguém está sozinho no mundo. Você tem dificuldade? Peça ajuda. Tem medo? Conte a alguém. Divida esse fardo que não é só seu. A vida existe para ser vivida e não para ser uma carga pesada. Tudo passa. Os problemas se resolvem, a mágoa um dia vai embora, a ferida cessa e você vai sempre permanecer de pé. É claro que existem os dias ruins, mas eles também não são eternos. Já ouviu aquele velho clichê “depois da tempestade, vem o sol”? E ele vem mesmo, pode acreditar. Nossos caminhos são construídos por fases, boas e ruins. Acredite em você, seja persistente. Você é capaz! Cada um tem o seu tempo e o mundo é vasto, tem lugar para cada um de nós.

Hoje em dia, corremos tanto com tudo. Entrar e permanecer na faculdade, se formar, conseguir um emprego, cuidar da casa, cuidar do corpo, ter ânimo para sair, contas para pagar. Acalme-se! Olhe através das janelas. Perceba os detalhes. Contemple a natureza. Aplauda o sol. Por que não? Ouça uma boa música. Coma algo que goste – desencane um pouco de manter-se em forma. Dê boas risadas. Encontre aquele velho amigo e coloque o papo em dia. Tome uma cerveja, um suco ou um chá. Tome rédeas da sua vida. Seja perspicaz! A vida passa num breve instante e quando você menos esperar, puf, já foi. Quantas coisas você já deixou de fazer na vida? Seja por medo, insegurança ou qualquer coisa que te paralise. Tenha bom senso, sempre, mas nunca deixe de fazer o que está com vontade. Ame alguém e diga isso a ele. Não deixam que destruam seu coração por muito tempo. Sofrer faz parte, mas não pode ser o principal. Viva histórias para contar. Saia para dançar até o seu pé não aguentar mais. Acorde de ressaca – pelo menos uma vez – e não se arrependa disso. Diga aos seus pais o quanto eles são importantes a você. Brigue com seus irmãos, mas faça as pazes logo em seguida – mesmo que não dure muito. Eles sabem que você os amam. Sempre que puder, se faça presente para que seus amigos saibam com quem eles podem contar. Não julgue, ninguém sabe o dia de amanhã. Pessoas são suscetíveis a erros, por isso, perdoe. Não guarde rancor. Chore! Chorar alivia um pouco as angústias e limpa a alma. Aprenda com o passado e o seu futuro será mais reconfortante. Seja leve! Demonstre afeto, amor e preocupação. Atos como esses são bons para quem os fazem e para quem os recebem. Agradeça! Viva e deixe viver. A vida é um sopro e, infelizmente ou felizmente, é única!

Minha herança: uma flor

Nessa vida acostumamos com – quase – tudo. Acho que é assim com todo mundo. Desde muito nova tinha a consciência de que meu pai e minha mãe não formavam um casal perfeito, mas no fundo tinha a esperança de que ficariam juntos “para sempre”. Bom, não foi bem assim. Antes do meu 13º aniversário, meus pais se separaram e aprendi a conviver com aquilo, desde então.

Os anos se passaram e meus pais refizeram suas vidas, cada um independente do outro, com rumos e histórias diferentes. Meu pai casou-se novamente há 3 anos. Apesar de sempre ter tido convivência pacífica com ambas as partes, de 2 anos para cá, meu pai e eu não conversávamos mais. Até o dia em que ocorreu na minha vida um fato inédito e mais que isso, inesperado.

Soube pela boca de uma prima que meu pai seria “pai novamente”. Sim. Depois de 23 anos – até então, eu era a caçula da história – meu pai teria outro filho, com outra mulher.

Confesso, meu mundo caiu – estilo Maysa. Fiquei triste, um pouco frustrada. Afinal, eu sempre fui e sempre seria a princesinha, filhinha do papai. A princípio torci muito para que fosse um homem. Primeiro, porque meu pai sempre quis ter um filho e segundo, meu posto de menininha do papai continuaria ali, mesmo sem nos falarmos.

Os meses passaram e vez ou outra recebia notícias do tal neném que estava para chegar. Para a minha surpresa e decepção, soube por fim, que era uma menina e que se chamaria Júlia. Indignada, me recusei a entrar em contato com ele ou querer saber mais alguma coisa sobre. Só conseguia pensar: perdi meu posto, não quero saber.

Com o tempo e com algo que não sei explicar, a raiva, a indignação e qualquer outro sentimento ruim, se transformaram, primeiramente, em curiosidade. Os pensamentos foram mudando e algo bom tomando conta de mim. “Como será que essa menininha vai ser, hein?”, “Será que vai ter algo meu?”, me questionava. Os dias foram se prolongando e eu decidi que procuraria o meu pai para saber sobre esse bebê que viria ao mundo.

Em meio aos papos longos e tentativas de reconciliações, sugeri, despretensiosamente, que a menina se chamasse “Maria Flor”. Voltei para BH e sempre que tinha oportunidade de falar com ele, perguntava sobre a neném. Até que um dia, meu pai me mandou uma mensagem dizendo que neném iria nascer em maio e que sim, se chamaria Maria Flor.

Desde então, senti que me fiz pertencente a vida daquela criança que nem tinha nascido, mas que já era muito amada. Não houve dentro de mim nenhuma dúvida: tinha acabado de ganhar uma irmã mais nova e poxa, que sentimento maravilhoso!

Mandava mensagem para o meu pai insistentemente até o dia em que ela nasceu. Foi uma sensação que não consigo explicar até hoje, uma incrível mistura de sentimentos. Minha vontade de chorar era proporcional a de dar gargalhadas e contar ao mundo sobre o nascimento da minha irmã. Sempre fui a mais nova da casa e por quase 23 anos foi assim. Mas agora é diferente, tudo mudou. Apesar de saber que nossa convivência não será intensa, como foi com a minha irmã mais velha, a sensação e experiência são únicas.

Por muitos meses pedi explicações para tudo isso que aconteceu. Mas há certas coisas na vida que, por mais respostas que procuramos, não conseguimos entender. Então, mesmo com quase 600Km nos separando, quando recebi uma foto, momentos depois do nascimento, fiquei olhando para o rostinho dela, reconhecendo um pedaço meu ali e toda a explicação que pedi durante esse tempo todo foi desnecessária.

Carta de repúdio

Eu, Lettícia Lages Gusmão, venho formalizar veemente repúdio à ação nefasta das primeiras decisões do excelentíssimo presidente, Senhor Michel Temer. Afirmo que é um retrocesso e tem um impacto negativo na proteção e na promoção dos direitos humanos. Para mim, a situação é repugnante e mais ainda, preocupante. Desde a época em que o Brasil viveu o período de Ditadura Militar, esta é a primeira vez em que o Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos é extinto por um governo. Criada para dar visibilidade e garantir o direito de minorias, a Pasta foi retirada da história do governo brasileiro no dia 12 de maio de 2016, quando o presidente assinou os seus primeiros decretos no Diário Oficial da União. Além disso, deu à deputada Fátima Pelaes (PMDB), envolvida em diversas polêmicas por ter uma posição mais conservadora, a Secretaria da Mulher para comandar. De acordo com Temer, ela seria uma “defensora da família e da vida desde a concepção”. Junto ao governo Temer, os aliados provocam náusea igualmente, como por exemplo o deputado Eduardo Cunha. Os principais movimentos feministas do país reuniram milhares de mulheres na Marcha das Mulheres contra Cunha, em protesto à PL do Aborto, em nome de seus direitos e pedindo a saída do presidente da Câmara, Eduardo Cunha.

Para essas representantes dos principais coletivos e organizações feministas que estão à frente dessa luta, o governo do presidente interino e a extinção do Ministério pode agravar o temido retrocesso em liberdade e direitos das mulheres. Há de se dizer também que o Brasil ainda está muito atrasado no quesito participação feminina na política, enquanto no resto do mundo, isso é algo que vem avançando nos últimos tempos. No governo Dilma, o país tinha aproximadamente 13% de representatividade feminina nos Ministérios. Com Temer, o Brasil caiu 22 posições no ranking de igualdade de gênero no Fórum Econômico Mundial. Porém, em meio ao caos instaurado pelo atual governo, não posso deixar de criar minha expectativa e dizer, o governo do Temer é para se temer, mas para se lutar também. O movimento de mulheres tem se renovado e se fortalecido muito nos últimos tempos, quase todos os dias há mobilizações nas redes e nas ruas, ou seja, não vai ser fácil para Temer mexer com os nossos direitos.

Seguir os conselhos de Simone de Beauvoir, neste contexto, parece ser a melhor alternativa: “Nunca se esqueça que basta uma crise política, econômica ou religiosa para que os direitos das mulheres sejam questionados. Esses direitos não são permanentes. Você terá que manter-se vigilante durante toda a sua vida”.

Que cheiro tem o seu café?

O cheiro do meu café estes dias foi de nostalgia.

Estava na casa de um grande amigo, da época da faculdade, a primeira de propaganda e marketing, este mesmo amigo sempre teve um hábito diferente do meu o de tomar café

Talvez pelo fato de ele ser mais velho com “incríveis” cinco anos à mais que eu. O que na época de faculdade era uma boa diferença, já que saímos muitos crus do colegial.

O café dele me lembra não só a amizade em si, mas uma tempo que não voltará, com muitas lembranças boas e ruins. Aquele café coado no coador de pano não mudou quase nada, mas o contexto em que tomamos ele mudou muito, lembro que nossos primeiros cafés; Eles eram para varar a noite jogando World of Warcraft.

Saímos dá fase café para varar a noite adentro jogando e entramos no café dia após a ressaca, contando historias de nossas mais incríveis aventuras em festas universitárias, sempre com ótimas risadas. Teremos também café sobre grandes brigas amorosas aonde um amigo sempre pede apoio para o outro, tivemos cafés das crises financeira aonde o tomar o café se torna forma mais barata de encontrar os amigos.

E assim sempre caminhou nossos cafés, acho que todas amizades ou relacionamentos tem certos rituais, podem mudar os motivos para o qual tomaremos junto o café, mais a amizade é o café serão eternos.

E você qual seu ritual de amizade?

Voa, menina!

Ninguém nasce sabendo. Isso é sobre os primeiros passos, quando somos bebês, e também é sobre caminhar com as próprias pernas, buscando a tão sonhada independência. Nós, muitas vezes, somos guiados pelo instinto e nessa busca incessante, acabamos por aprender as coisas naturalmente. Quando saímos da casa dos nossos pais, por exemplo, mesmo que na marra, aprendemos a lidar com certas coisas sem muita ajuda. Outro dia mesmo, li em um texto que “morar sozinho é uma arte sem escola”. É bem por aí mesmo. Quem nunca desejou sair debaixo das asas dos pais? Qual adolescente nunca fez o plano para quando fosse finalmente morar sozinho? Ouvi incontáveis vezes, desde que me mudei, a seguinte frase: “nossa, você mora sozinho, deve ser muito legal, né? Deve rolar várias coisas”. Confesso, é incrível mesmo. Mas há algo por trás desse acontecimento tão marcante na vida de cada um que resolve bater asas por aí.

Saí de Belo Horizonte aos 21 anos e cheguei em Ouro Preto um pouco “crua”, como dizem por aí. Me virava bem e, mais que isso, sabia que de fome não morreria. Minha mãe nos criou – duas mulheres – muito bem, modéstia parte. Cozinhar, arrumar casa, lavar e passar roupa, trocar lâmpada, pagar contas no banco, sei de tudo um pouco. Nos ensinou do básico ao mais complexo dever de uma pessoa adulta. Nos ensinou também a dialogar, decidir as coisas de cabeça fria e ter muito, mas muito, jogo de cintura. Tudo bem, não moro exatamente sozinha. Moro com mais algumas meninas que se tornaram a minha segunda família, laços fraternos de amor, amizade e companheirismo.

Longe do “hotel 5 estrelas da mamãe”, que estava acostumada, aos poucos fui aprendendo a levar uma casa “sozinha”, até que me deparei com alguns sentimentos – até então, desconhecidos. Viver não vem com manual de instrução. E foi exatamente assim que me falaram. Quando somos jovens, não entendemos certas coisas, pois temos os nossos pais ali para explicar, nos conduzir, nos fortalecer. E quando os pais não estão mais ali, pelo menos não fisicamente falando? Você aprende a enxugar suas lágrimas sozinha. Aprende que a saudade pode doer bem mais que um “corte na perna”. Você lida com seus problemas de uma maneira muito mais forte, do que antes. Aprende que os domingos podem ser bem solitários ou mergulhados em uma porção de livros, cadernos e “toda aquela matéria que você deixou acumular ao longo do semestre”. Aprende que tem que estudar sozinha, sem mamãe berrar. Que existe muito mês para pouco dinheiro. As comidas acabam, sabia? Vai me dizer que nunca pensou que a geladeira e o armário se enchiam sozinhos? Agora você entende quando seus pais diziam “Economiza luz, economiza dinheiro. Damos um duro danado para você ficar jogando dinheiro para o alto”. Você percebe que cada detalhe que eles diziam era para o seu bem e que as incontáveis vezes que os fizemos ficar sem dormir, a preocupação é real. Porque o mundo lá fora é real. E, por mais que meus pais sempre nos criaram para o mundo, nunca estamos preparados para realidade. É um choque! Ser forte, matar um leão por dia, correr atrás do prejuízo, ser competente, ser adulto, levar uma casa, conseguir emprego. Isso é verdade, gente. Não é conversa fiada dos pais não. E sabe aquela velha frase “você só dá valor quando perde”… então, grave muito bem. Depois que você sai de casa, as coisas mais simples são as que valorizamos mais. O arroz com feijão da mamãe, a cama limpinha, as roupas lavadas e devidamente passadas, chegar em casa e ter um colo, uma palavra de conforto, um carinho. Estar longe do colo da mãe é uma tortura danada. Hoje mesmo, liguei para minha mãe só para dizer que estava cansada. Pode isso? Claro que pode. Ela me criou para o mundo, mas o mundo me criou para ela. E por fim, depois de alguns anos fora do ninho, você percebe que bater asas, cair, voar mais alto, constituir outra família, tudo isso te faz mais forte, mas que não há nada que te fortaleça mais que voltar para o ninho e encontrar os seus.

Como era e como é hoje ser um fã de Senhor dos Anéis.

o Livro O Hobbit

Este texto vale também para qualquer grande adaptação de livros para as telas. E vale também para quem gosta de uma boa nostalgia, seja qual for.

Já com 15 anos jogava RPG, um jogo de interpretações em que um grupo de amigos se reúnem para se divertir através de contos  e evolução de histórias. E dentro dessas incontáveis sessões um amigo me apresentou um livro que dizia ser escrito pelo cara *(desculpe Tolkien, naquela época você era ainda só um cara para mim ) que influenciou a se criar o RPG. Continue lendo “Como era e como é hoje ser um fã de Senhor dos Anéis.”

Com que roupa eu vou?

Esses dias, de férias em Belo Horizonte, estava em uma praça de alimentação e me deparei com mais uma cena do cotidiano familiar. Mãe e filha – a menina com 9 ou 10 anos – discutindo. Fiquei bem atenta, pois percebi que o assunto me interessava bastante. Com toda a minha limitação auditiva, consegui ouvir a melhor parte do diálogo:

– Mas mãe, aquela roupa é de menino.

– E o que que tem, Luísa?

– Eu sou menina, ué.

– Para! Não existe isso hoje em dia mais. Roupa é roupa. Você usa o que sentir confortável.

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Espelho, espelho meu…

Fonte: Poesia Toda Prosa

Há alguns (poucos) anos, tenho aprendido sobre a importância de amar o meu corpo exatamente como ele é, ao invés de ficar numa busca frustrante de ter o corpo dito como perfeito que vemos nas revistas, na tv, nos sites de moda, e por aí vai.. não, não é fácil. Por mais que eu leia tanto sobre o assunto, trate disso na minha terapia, sempre estou me policiando, já que, na maioria das vezes, me olhar no espelho é criticar cada gordurinha e cada celulite que está ali, inocentemente. Me culpo, por defender tanto que o corpo perfeito é o que a gente tem… Que academia, é pra melhorar nossa saúde, física e mental. Que é tão maravilhoso e libertador acordar e se achar incrível, mesmo sem maquiagem, sem cabelo escovado, sem roupa previamente e cuidadosamente Continue lendo “Espelho, espelho meu…”