Rock in Rio 2017

O Rock in Rio 2017 já começou e tem a expectativa de atrair 700 mil pessoas. O evento, que está em sua sétima edição deverá ser mais um sucesso de público.

Claro que não é um festival apenas voltado para o bom Rock and Roll, porém é uma grande oportunidade para assistir o show de grandes bandas pelas nossas terras.

O canal fechado Multishow irá transmitir todos dias na integra o festival, confira abaixo sua programação.

Esta semana a grande atração do Rock in Rio será Bon Jovi, Aerosmith e Red Hot Chilli Peppers.

Bom Festival a todos .

 

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Você está curtindo a vida ou só curtindo a vida?

Pra ouvir enquanto lê:

Não, eu não errei o título! Pensa comigo: você aproveita a sua vida, sai com seus amigos, aproveita os momentos de ócio necessários ou só curte a vida que passa pela timeline do facebook/instagram?

Eu tenho observado as minhas atitudes frente ao smartphone e vou apontar o dedo pra mim e, se a carapuça te servir, vista-a e vamos ser felizes juntos! Estou observando pouco – a natureza, as pessoas, minha família, a mim mesma -, estou dando mais likes na vida do que curtindo a vida. Nesse último fim de semana eu tive a oportunidade de curtir a vida. Saí com meus amigos, dei risada, ouvi música boa, comi e bebi coisas deliciosas, aproveitei cada momento com aquelas pessoas que estavam comigo (e que eu estava com MUITA saudade! </3). Depois, comecei a pensar em como a gente foca nosso olhar numa telinha tão pequenininha quando temos uma vida enoooooooorme passando bem na frente da nossa cara.

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O que nós mulheres estamos fazendo aos nossos homens?

Esse vídeo me perturbou semana passada. O conteúdo dele é algo no qual eu tenho pensado com frequência e isso tem me incomodado cada vez mais e ainda bem que tenho agora esse espaço, para que, expondo meus pensamentos, alguém pode dizer se sente o mesmo. Nós, mulheres, temos cada dia mais conquistado nosso espaço de respeito dentro da sociedade; o feminismo tem nos empoderado, nos fazendo conhecer nossos direitos e nos dando voz mais forte.

Muitas pessoas que convivem comigo e sabem que sou cristã católica, praticante da minha fé estranham o fato de eu levantar a bandeira do feminismo tão alto e tão forte – dizem ser incoerente. Devo dizer aqui:  não concordo com parte das discussões levantadas, mas sou total apoiadora de que todas as mulheres do mundo tenham, pelo menos, direito de andar na rua sem sentir medo. Comecei esse texto com esse assunto para contextualizar o que vou dizer a seguir.

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Sobre coragem!

Pra ouvir enquanto lê: Coragem – Biquini Cavadão

Levei um tempo para criá-la. Ela, a coragem, não é algo que se cria da noite para o dia. Deveria, mas não é! Pela primeira vez escrevo para muitas pessoas lerem e isso dá um certo medo… Sou a Fernanda, tenho 25 anos (quase 26!) e a partir de agora escrevo para o Conteúdo!

E escolhi escrever sobre a coragem porque tenho vivido situações que me jogam de cara para ela. A vida é exigente e não facilita para quem não tem coragem, para quem é mole e desiste fácil das coisas. Sempre fui uma pessoa muito tranquila, até meio enrolada para me resolver. Um dia, no início da faculdade, meu cunhado me falou: “você fica levando sua vida na flauta, daqui a pouco a vida vai te obrigar a tocar uma tuba e você não vai dar conta!” Na hora aquilo me atingiu como uma flecha, um murro na cara; fiquei morrendo de raiva. Uns anos depois, entendi o que ele queria dizer: eu precisava ser mais forte, criar uma casca mais grossa pra resistir às pancadas que a vida dá. E olha, ela luta MMA, jiu-jitsu, capoeira, boxe! Dá cada soco na cara, cara golpe duro que só com uma casca digna de Tartaruga Ninja a gente aguenta!

E é aí que a coragem entra! A gente precisa dar a cara a tapa, dar o rosto pra vida bater, senão a gente fica parado no mesmo lugar, vivendo a mesma vida, vivendo uma vidinha medíocre! E a gente não nasceu pra ser medíocre. Segundo o dicionário, medíocre quer dizer mediano. Digo mais, digo que quer dizer medido. A gente fica medindo a vida: “até aqui eu posso ir; até aqui eu quero ir; depois disso eu não tenho capacidade”. E isso é uma maldade com a gente mesmo! A gente nunca descobre do que é capaz, nunca sai do lugar e eu não sei você, mas eu fico desesperada com a falta de mudança na minha vida!

Sou formada em relações públicas e exerci a profissão por dois anos, num emprego que adorava, ambiente bacana, colegas incríveis e que me pagava bem! Há 10 meses pedi demissão, em meio à crise do país e comecei a fazer biscoitos amanteigados decorados. Se eu fiquei louca? Cheguei a pensar que sim, mas depois refleti que fiz aquilo que meu coração pedia havia muito tempo. Criei coragem, avaliei as possibilidades e hoje, sou incrivelmente feliz com a decisão que tomei! Mas precisei pular num abismo escuro, que não sabia se era fundo ou não, se tinha pedras durante a queda, se eu ia ficar caindo pra sempre ou se iria me esborrachar de cara no chão. Mas eu pulei!

via GIPHY

Pra terminar te deixo o convite: olhe pra sua vida, veja aquilo que você sempre sonhou em fazer e faça um teste. Se pergunte se isso vai funcionar pra sua vida, se vai te sustentar e te deixar feliz. Você já avaliou tudo isso, já verificou os riscos e viu que dá pra mudar? Então pula nesse abismo escuro que lá no fundo dele tem a cama elástica da realização pessoal pra te segurar! No meu fundo do abismo tinha a cama elástica do prazer, da felicidade, da auto realização. E, no fim de tudo, descobri que tenho a maior capacidade pra tocar uma flauta, uma tuba e até quem sabe tocar a orquestra toda!

Como disse Dona Canô, mãe do Caetano Veloso para o Jorge Vercillo e este musicou: “Ser feliz é pra quem tem coragem / Coragem é um dote, coragem é pra quem pode”! Sejamos corajosos para ser felizes!

Um beijo e até a próxima! ;)

Dia Dos Namorados

Quem nunca sonhou em viver momentos de um conto de fadas, com direito a jantar romântico, música apaixonada e declaração de amor. Toda mulher quer ter esse momento lindo não é mesmo?
Hoje no dia dos namorados, os restaurantes estão com filas de espera, os barzinhos irão lotar, as lojas venderam muito e por ai vai.
E você já se preparou para tudo isso?

Fonte: Freepik
O dia dos namorados é uma data comemorativa, não oficial, destinada aos casais de namorados, pretendentes e apaixonados e claro, que também é uma data que se destaca no calendário do comércio varejista pelo apelo emocional e comercial, movimentando praticamente todos os setores do comércio.
E dai que você vai passar o dia dos namorados sozinha e não vai ganhar presente? Esse é só um dia comum, num mês como todos os outros. Não se sinta sozinha,tenha amor próprio, seja feliz, pois ao encontrar alguem você estará tão segura de si, que seu relacionamento super dará certo.
E as que tem namorado, que bom, aproveite todos os dias ao lado dele, faço o muito feliz.
Feliz dia dos NAMORADOS a todos os casais que vivem muito bem todos os dias!!

 

Se você não soubesse a sua idade, quantos anos teria?

Fazia tempo que eu não tinha um domingo tão preguiçoso, daqueles que a gente acorda tarde e deixa o tempo seguir seu ritmo próprio. De repente eu me deparei com uma frase que dizia mais ou menos o seguinte, “Se você não soubesse a sua idade, quantos anos teria?”

Não sei quem é o autor, mas tudo parou num piscar de olhos e o que sobrou foi uma baita dúvida. Confesso que a frase me pegou tão de surpresa que fiquei parada um minuto na frente do computador pensando sobre isso. Quantos anos eu teria se não soubesse a minha idade? Já parou para pensar? Você se consideraria mais jovem ou mais velho do que realmente é? Se você tem 30 acharia que tem 20? Se tem 40 acharia que tem 30?

Nos meus documentos eu tenho exatamente 27 anos.  Mas as vezes parece que tenho muito mais! Ou muito menos! Tem dias que meus 27 pesam mais do que eu gostaria, que vejo quanto tempo já passou. Outras vezes parece que eles me mostram o quão longe ainda estou de onde eu realmente gostaria. E quanto tempo ainda me resta! E me falta!

É engraçado pensar que um número tão banal pode, as vezes, definir toda uma existência. E como ele é tão incompatível com a realidade. Será que sentimos realmente a nossa idade? Você realmente sente os seus 25, 27, 35, 40 anos? Porque as vezes sinto que meus 27 dobram ou diminuem de acordo com o acontecimento. Quando alguns problemas nos obrigam a ser mais velhos do que realmente somos, ou quando aquele medo bobo faz a gente virar criança de novo. Já conheci tanto adulto-criança e tanta criança-adulto por ai, que realmente me faz pensar que idade está apenas na nossa cabeça.

Está muito mais em como você se percebe do que como os outros te enxergam.  Do adolescente de 15 anos que teve que se tornar adulto cedo demais ou do senhor de 75 que ainda parece àquele jovem de 20. É muito mais emocional do que a sua data de nascimento.

Acho que de todas as formas que conseguimos nos limitar, a idade me parece ser uma das mais cruéis. Porque simplesmente te define com um número tão simples e, as vezes, te encaixota em estereótipos tão banais.  E as vezes parece que nos restringimos tanto por conta da nossa idade. Como se o peso do número definisse quem somos de verdade.

Talvez seja a hora de olharmos as pessoas além da idade registrada no documento, além das rugas dos olhos, além do tempo de nascimento. E ver elas como simplesmente são, pessoas, as vezes adultos, as vezes crianças, sempre com uma idade diferente. Porque não é o número que nos define, mas a vida que vivemos.

Temos liberdade de escolha?

Sou nova nesse negócio de escrever para um site, até porque durante muito tempo só escrevi para mim mesma no famoso e velho diário. Mas alguns amigos me convidaram e eu resolvi tentar escrever para mais pessoas do que só pra mim. Então vamos lá!

Durante um bom tempo fiquei pensando em alguns tópicos para escrever, assuntos que fossem interessantes o suficiente para prender a atenção de algum leitor desavisado por ai. Mas, como em muitas áreas da minha vida, a inspiração chegou quando eu menos esperava e quando o coração cisma em bater diferente do seu ritmo normal.

Mas não se preocupe, não vai ser esses textos longos e melodramáticos. Vai ser reflexivo, isso eu te garanto. Então se quiser embarcar em uma viagem de perguntas, aperte o cinto e bora lá. Faz uns dias comecei a observar algumas coisas. Já reparou que todo mundo tem alguma visão definida sobre a vida, sobre felicidade e sobre sucesso?  Para alguns felicidade é viajar sem parar, para outros é ficar em casa e curtir a família. Sucesso para alguns é estar na diretoria daquela empresa multinacional, para outros é ter seu próprio negócio. Até ai tudo bem certo? Somos 7 bilhões de pessoas no mundo, era de se esperar que cada um tivesse uma visão diferente da vida.

Mas o problema é que nem todo mundo respeita a sua visão de vida! E durante algum tempo pude vivenciar isso na pele, quando pessoas questionavam minha escolha de faculdade, de profissão, de modo de me comportar, enfim…de quase todos os aspectos da minha vida.  E o que me fez refletir é que aos poucos todas as opiniões, de todas as pessoas ao meu redor começaram a se infiltrar e eu acabei questionando toda decisão que eu tomava.  Eu acabava por criar uma luta interna entre os meus valores e intuição, e o que os outros falavam incessantemente para mim que era o certo.

E aqui vai o grande questionamento do dia, a partir de qual momento seguir seus próprios valores passou a ser errado? Quando foi que ouvir a minha intuição e seguir o que acho correto passou a ser questionado? Não pelos outros, mas por mim mesma a partir do que os outros falavam? A partir de qual momento, na minha caminhada, seguir o que eu penso deixou de importar para mim e passou a importar para o outro?

Reparou que todo mundo sempre tem um pitaco para dar? Ainda mais nessa era digital que vivemos. Parece que o Facebook virou uma timeline de velhinhas na janela fazendo fofoca do que acontece na cidade. Afinal, não importa que para você o ponto alto do seu final de semana seja ficar em casa assistindo netflix, se você não viaja os quatro cantos do mundo você não é feliz. E não importa que você não goste de ir à balada, você não está aproveitando a sua juventude.

E dai que você é feliz com seu emprego de todo dia? Isso não é sucesso. Você tem que se desafiar, tem que encontrar um lugar inovador para trabalhar.

Você tem, você tem, você tem…você tem muitas obrigações para cumprir se quiser chegar na vida perfeita e imagem de felicidade.

Mas é a sua imagem ou a dos outros?

Se temos tanta liberdade de expressão, temos a mesma liberdade de escolha?

O que levei de Luang Prabang

 

Foto: Glauber Brasil

Meus primeiros minutos no Laos foram, com certeza, cheios daquela sensação de “o que eu tô fazendo aqui?”. Descemos em um aeroporto pequenino, demorado, com um visto bem carinho, por sinal. Saímos do aeroporto com um sol nada amigável. Pegamos uma van até nosso hotel. O que não levou muito tempo, visto que a cidade é bem pequena. Só pra ter uma ideia, a população é de aproximadamente 22.000 habitantes. No caminho para o hotel, a primeira imagem que me lembro é de uma casa bem simples, mas com um quintal enorme. E nesse quintal, uma criança com…chuto uns 2 anos de idade, e na sua frente um adulto fazendo dancinhas que a faziam rir e dançar junto. Essa cena me fez dar um pequeno sorriso, mas ainda não tinha me convencido, ou mudado meu pensamento, que não estava muito feliz, confesso. O que via, além da criança brincando e dançando, era uma cidade sem muita estrutura, muitos terrenos sem casa, muitas casas com quintais grandes e cheias de plantações. E eu me perguntando o quê de tão incrível tinha nesse lugar para ser tão comentado nos blogs de viagens.

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Medo do trovão

Numa tarde cinzenta, estou sozinha, encolhida e com medo, sim o trovão que hoje resolveu me perturbar. Justo hoje que estou meio febril? Justo hoje que preciso colocar os trabalhos da agência em dia? Acho que esse trovão me persegue desde a infância ou algo do tipo. Às vezes fico me perguntando de onde surgiu esse sentimento (medo) estranho e avassalador. O som envia um calafrio até a medula dos meus ossos, é um medo primitivo. E como lidar com isso tudo?

Todos me falam que é só um monte de barulho que parece que está tentando me assustar (de fato esta). Caramba as janelas estão tremendo, e meu corpo tremendo junto, coração acelerado, respiro pelo nariz e expiro pela boca, já subi na cama, acabou a luz e agora sem internet (pirei).

Quando era criança, pegava meu bixinho de pelúcia e ia para o colo de minha mãe (sempre me faziam sentir melhor), mas cresci e agora? Não tenho mais nenhum bixinho de pelúcia e minha mãe mora em outra cidade. Estou tentando pensar em algo que me deixe feliz e calma, algum passatempo, alguma brincadeira, mas nada nesse momento vem a minha cabeça. Estou fingindo que alguém esta comigo, para me sentir segura e protegida, talvez funcione, mas acho que Thor (deus do trovão) resolveu me testar hoje. Sei que não devo ter vergonha de ter medo e nem pensar que as pessoas são corajosas, mesmo elas disserem que são.

Superar o medo do trovão é uma árdua tarefa que pode levar anos para se realizar. Estou aqui controlando minha ansiedade, buscando minha paz interior, mas hoje ao escrever sobre o que me acomete, sinto me aliviada e menos frágil, pois posso dividir esses momentos de angustias com alguém.

A expectativa nossa de cada dia

Fonte: Touts

Sou daquelas que acredita que grande parte das nossas dificuldades diárias de lidar com a vida, existem graças àqueles traumas de infância que nossas mães e pais deixaram como um brinde querido à nossa vida adulta.

Aquela dificuldade em socializar, em acreditar em si mesma, em acreditar que você é sim capaz de fazer algo, mesmo que seja algo bobo, como lavar sua própria roupa (e deixá-la incrivelmente limpa e cheirosa), como fazer seu próprio almoço ou conseguir pagar todas as suas contas no final do mês, e ainda se dar ao “luxo” de comprar uma bolsa nova.

Aquela vontade insistente de cuidar (e controlar) a vida do outro. Como se isso fosse possível e saudável. Aqueles “toc’s” clássicos de nunca deixar louça na pia, ou de sempre arrumar sua cama pela manhã.

Demora um tempo (um longo tempo. Talvez uma vida inteira) pra perceber o que de fato cabe hoje na nossa vida, e o que não nos pertence.

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