Mulheres, há um uivo em forma de livro

Que me desculpem os rapazes, mas o texto de hoje é totalmente dedicado a mulheres.
Quais mulheres? As que são boas demais, as que são gentis demais, as que querem conhecer sua melhor versão, as que não conhecem o seu poder, as que se abrem para conhecer as coisas mais ocultas sobre elas… Enfim, as mulheres que querem tocar, da forma mais profunda, a SUA ALMA.

O pequeno texto, na verdade, é um trecho revelador do livro “Mulheres que correm com os lobos”, de Clarissa Pinkola Estés. Estou lendo-o a algumas semanas e senti a intensa necessidade de compartilhar um pequeno trecho. Mulher, leia o trecho abaixo e adquira o livro. Faça isso por você.
Sem delongas, lhe digo que não existe um dia especial para falar de você, mulher. Todos os dias é um dia especial, pois você é foda!

Capítulo 3 – Farejando os fatos: O resgate da intuição como iniciação

A boneca no bolso: Vasalisa, a sabida

“Se ficarmos mais tempo do que o normal com a mãe protetora dentro da nossa psique, vamos nos descobrir impedindo todos os desafios de nos atingirem, o que prejudica o desenvolvimento futuro. Embora eu não esteja de modo algum querendo dizer que uma mulher deva mergulhar numa situação violenta ou torturante, quero dizer, sim, que ela deve fixar para si mesma alguma coisa na vida que ela se disponha a alcançar e, portanto, a assumir riscos para conseguir. E através desse processo que ela aguça seus poderes intuitivos.
Entre os lobos, quando a mãe loba amamenta sua ninhada, ela e eles passam muito tempo na ociosidade. Todos ficam jogados uns sobre os outros numa grande pilha de filhotes. O mundo exterior e o mundo dos desafios estão muito distantes. No entanto, quando a mãe loba afinal ensina os filhotes a caçar e a procurar alimento, ela lhes mostra os dentes a maior parte do tempo; ela os morde exigindo que eles não desistam; ela os empurra se eles não se dispõem a fazer o que ela quer.
E assim, é com o objetivo de atingir um desenvolvimento maior que trocamos a protetora mãe interior, que era tão adequada a nós quando éramos menores, por um outro tipo de mãe, a que vive ainda mais embrenhada nos ermos psíquicos, a que é tanto acompanhante quanto mestra. Ela é uma mãe amorosa, porém enérgica e exigente.
A maioria de nós não quer deixar que a mãe-boa-demais morra só porque chegou sua hora. Embora essa mãe-boa-demais possa não permitir que nossas energias mais intensas venham à tona, é tão bom ficar com ela, tão gostoso, para que ir embora? Com frequência, ouvimos vozes interiores que nos estimulam a recuar, a permanecer na segurança”.
[…] Portanto, o primeiro passo consiste em afrouxar nossa dependência do refulgente arquétipo da mãe-boa-demais-e-sempre-gentil da nossa psique. Largamos a teta e estamos aprendendo a caçar. Há uma mãe selvagem à espera para nos ensinar. Nesse meio-tempo, a segunda tarefa consiste em depender da boneca¹ enquanto aprendemos sua utilização”.
¹ A boneca tem grande representatividade: a intuição da mulher.

Você encontra muitos textos no meu Instagram @prosas_com_carol ❤#Gratidão e até a próxima.
Grande beijo!

Carol Rosa

Propósito de VIDA: transmitir o AMOR por meio das palavras. Mantra: "A menor intenção de ser melhor já é amor" ♥ Sonho: de tantos, começarei por um livro. Instagram: @prosas_com_carol - textos engraçados, românticos, reflexivos, de duplo sentido e alguns bobos.

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