Temos liberdade de escolha?

Sou nova nesse negócio de escrever para um site, até porque durante muito tempo só escrevi para mim mesma no famoso e velho diário. Mas alguns amigos me convidaram e eu resolvi tentar escrever para mais pessoas do que só pra mim. Então vamos lá!

Durante um bom tempo fiquei pensando em alguns tópicos para escrever, assuntos que fossem interessantes o suficiente para prender a atenção de algum leitor desavisado por ai. Mas, como em muitas áreas da minha vida, a inspiração chegou quando eu menos esperava e quando o coração cisma em bater diferente do seu ritmo normal.

Mas não se preocupe, não vai ser esses textos longos e melodramáticos. Vai ser reflexivo, isso eu te garanto. Então se quiser embarcar em uma viagem de perguntas, aperte o cinto e bora lá. Faz uns dias comecei a observar algumas coisas. Já reparou que todo mundo tem alguma visão definida sobre a vida, sobre felicidade e sobre sucesso?  Para alguns felicidade é viajar sem parar, para outros é ficar em casa e curtir a família. Sucesso para alguns é estar na diretoria daquela empresa multinacional, para outros é ter seu próprio negócio. Até ai tudo bem certo? Somos 7 bilhões de pessoas no mundo, era de se esperar que cada um tivesse uma visão diferente da vida.

Mas o problema é que nem todo mundo respeita a sua visão de vida! E durante algum tempo pude vivenciar isso na pele, quando pessoas questionavam minha escolha de faculdade, de profissão, de modo de me comportar, enfim…de quase todos os aspectos da minha vida.  E o que me fez refletir é que aos poucos todas as opiniões, de todas as pessoas ao meu redor começaram a se infiltrar e eu acabei questionando toda decisão que eu tomava.  Eu acabava por criar uma luta interna entre os meus valores e intuição, e o que os outros falavam incessantemente para mim que era o certo.

E aqui vai o grande questionamento do dia, a partir de qual momento seguir seus próprios valores passou a ser errado? Quando foi que ouvir a minha intuição e seguir o que acho correto passou a ser questionado? Não pelos outros, mas por mim mesma a partir do que os outros falavam? A partir de qual momento, na minha caminhada, seguir o que eu penso deixou de importar para mim e passou a importar para o outro?

Reparou que todo mundo sempre tem um pitaco para dar? Ainda mais nessa era digital que vivemos. Parece que o Facebook virou uma timeline de velhinhas na janela fazendo fofoca do que acontece na cidade. Afinal, não importa que para você o ponto alto do seu final de semana seja ficar em casa assistindo netflix, se você não viaja os quatro cantos do mundo você não é feliz. E não importa que você não goste de ir à balada, você não está aproveitando a sua juventude.

E dai que você é feliz com seu emprego de todo dia? Isso não é sucesso. Você tem que se desafiar, tem que encontrar um lugar inovador para trabalhar.

Você tem, você tem, você tem…você tem muitas obrigações para cumprir se quiser chegar na vida perfeita e imagem de felicidade.

Mas é a sua imagem ou a dos outros?

Se temos tanta liberdade de expressão, temos a mesma liberdade de escolha?

Rafaela Moyses

Rafaela Moyses, Bacharel em Relações Públicas, nerd de plantão e amante de livros. Apaixonada pela arte de ler e escrever, busca nas palavras o refúgio da vida.

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