Uma tarde sem internet

Hoje era para ser um dia mais agitado, mas me vejo parado escutando os pássaros, por uma janela que mostra um lindo tom azulado, como se o mundo tivesse parado, consigo ver o vento soprando pelas copas das arvores, nelas existem algumas andorinhas, talvez seja o sinal que primavera está chegando.

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Meu pensamento agora é o tempo, estas trocas de estações evidenciam que o tempo esta passando, e que contra ele nada podemos fazer.
De repente mudo meu pensamento, e escuto meu cachorro latindo ao fundo, cachorros ficam nervosos por nada, provavelmente seja alguém caminhando pela rua ou uma sombra de formiga que se transformou em um mostro pela parede da casa.


Formigas, lembram-me de bolo de fuba, que faziam minhas tardes ensolaradas de infância se encherem de alegria, tardes que outrora eram recheadas de aventuras, estas tardes, que o tempo levou embora.
O tempo é algo incompreensível, deveria ser mais estudado, quando observamos o tempo correr, os minutos se tornam horas, horas viram dias e dias parecem meses.
Hoje é um dia de espera, talvez seja o motivo dos devaneios, possivelmente por isso hoje escrevi um texto.
Estou sem internet, olhando o relógio correr para ela voltar. Acredito que se tivesse internet no passado, tudo seria diferente, nunca imaginaria Mozart compondo suas obras musicais respondendo WhatsApp a cada 5 minutos.
A internet é centro de nossas vidas atualmente, tudo depende dela e como você à vivência, mas às vezes é bom ficar offline, assim conseguimos voltar a entender a beleza do canto de um bem-te-vi, cantando em um poste cinzento na tarde de primavera da cidade, estamos rodeados do novo, e o novo requer tempo offline para ser explorado.

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David Paulino Silva

David Paulino Silva publicitário e cozinheiro, fundador do conteúdo aleatório,além de ser campineiro e ponte pretano, fundador do fotográfico http://www.instagram.com/relatopb, amante de arte, fotografia, cerveja e boa comida.

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