Extraordinário

Não, isso não é uma resenha ou crítica cinematográfica. Como sempre é só mais uma dessas reflexões que me vem quando eu vejo algo que me emociona e me faz pensar. Domingo passado fui ao cinema assistir Extraordinário e você já deve ter ouvido falar nesse filme que é o hit do momento né? Tá todo mundo assistindo e chorando. Não vou nem comentar da atuação da Julia Roberts e do Jacob Tremblay, que interpreta o personagem principal, porque né? Eles arrasam simples assim. Mas vou falar sim da beleza inusitada que é o filme.

Confesso que fui assistir com a certeza que ia presenciar cenas infindáveis de tristeza, bulling e dramas pessoais. Passei mais da metade do filme esperando que o pior dos piores fosse acontecer, aquela reviravolta do roteiro que faz a gente perder o chão e se debulhar em lágrimas. Mas não, isso não aconteceu.  O que aconteceu foi melhor e pior ao mesmo tempo, em vez de cenas tristes você se depara com cenas humanas. Totalmente humanas e não é raro você se identificar com um ou outro personagem. É lógico que o filme traz o drama do personagem principal, mas todo o roteiro é envolto por cenas tão humanamente simples. O filme mostra a rotina, o cotidiano, a luta diária que todos nós enfrentamos na nossa vida e que vamos combinar às vezes dá mesmo para fazer um filme né?

A emoção que eu senti, e espero que outras pessoas também tenham sentindo, é o quanto a nossa luta cotidiana pode ser bela. Nossas derrotas e conquistas são dignas de serem celebradas Sai do filme com aquela sensação do quanto nós, seres humanos, podemos ser surpreendentes. Como podemos ter atitudes tão horríveis em alguns momentos e tão belas em outros. Como somos tomados por decisões corajosas e covardes ao mesmo tempo, e que apesar de atitudes horríveis, carregadas de preconceito e ódio, o ser humano ainda é capaz de atitudes lindas e amorosas. O filme para mim foi uma grande dose de otimismo, fé e esperança na nossa humanidade. Me passou aquela sensação que somos todos guerreiros incansáveis dessa batalha doida que chamamos de vida e que as vezes só basta olhar e ouvir com atenção para encontramos o extraordinário do mundo.

Rafaela Moyses

Rafaela Moyses, Bacharel em Relações Públicas, nerd de plantão e amante de livros. Apaixonada pela arte de ler e escrever, busca nas palavras o refúgio da vida.

Um comentário aleatório