Minha vontade: Sopa de Feijão com macarrão

É… parece que o frio esta chegando e junto a famosa sopa para esquentar. E quem lembra daquela sopa que só a mãe sabia preparar? Eu até arrisco de fazer, usando os mesmos ingredientes, mas não fica a mesma coisa. Até porque ela faz naquele super fogão a lenha maravilhoso.
É impressionante como nossa mãe tem um toque diferenciado, um toque especial, só pode ser amor e olha que ela nem usa sazon. A sopa que mais peço para minha mãe preparar quando vou visita-la é a famosa sopa de feijão com macarrão e legumes, regada a uma gota de pimenta.

Fonte: Pinterest

Só de pensar deu água na boca, mas nesse momento vou fuçar a minha geladeira e me contentar com o que vou fazer para comer, que ainda não me decidi. E vocês o que vão fazer para comer nesse friozinho?

De repente da certo

Almoçar e descansar é o que todos fazem quando estão muito cansados, principalmente em um feriado prolongado.  Porém, nada melhor do que pegar estrada e relaxar a mente em um lugar distante de todo barulho da cidade, um lugar que é mágico.

Créditos da foto: David Henrique Paulino da Silva

Conhecendo lugares diferentes você inevitavelmente acaba conhecendo as pessoas que vivem nesses lugares, ou até mesmo pessoas de outros lugares. Paraty, cidade histórica, onde as pessoas reagem à um sorriso e à um bom humor. Cada canto da cidade tem uma história a ser contada. O mais impressionante foi uma cena que fiquei parada por horas assistindo.  Ali em frente a uma igreja estava um jovem negro vestido de escravo, com uma corrente presa ao seu tornozelo,  ele narrava como tinham sido construídas as ruas da cidade histórica de Paraty. Ele não só narrava, como gesticulava, dava para perceber o carinho enorme que ele tinha pela cidade e por estar ali transmitindo um pouco de seus conhecimentos.

A tia do carrinho do churros então, nossa ela respirava cultura, impressionante!  Quanta coisa boa ela conseguiu passar em poucos minutos, enquanto prepara meu pedido.

Depois de viver tanta coisa diferente naquela tarde de Sábado , aprender tanta coisa nova, voltei para a casa onde estava hospedada, feliz por aproveitar de maneira gostosa  uma parte do meu feriado.

E você prefere ficar entediado em casa após o seu almoço, ou ir respirar cultura em cidades como Paraty?

 

Solta esse cabelo!

Terça-feira passada eu escrevi meu primeiro texto para o conteúdo aleatório e confesso que fiquei bastante insegura, sem saber como as pessoas iriam reagir, se conseguiria fazer um bom trabalho ou não, e tantas outras besteiras que só aparecem quando tentamos algo novo. Mas a sensação de escrever algo meu e deixa-lo publico para leitores perdidos por ai foi tão gratificante que eu quis de novo, e aqui estou!

Eu estava em busca de outra inspiração para escrever desde a semana passada, mas ela só foi aparecer agora, nos 45 do segundo tempo, então perdoem qualquer erro, porque não vai dar muito tempo de fazer uma edição legal. Só que esse texto, talvez, nãos seja tão reflexivo quanto outro, mas vamos lá!

Bem, para quem está antenado nas notícias e se liga em beleza provavelmente leu a matéria de ontem, segunda-feira (05/04), sobre o cabelo natural da Michelle Obama. Pois é, a ex-primeira dama dos EUA apareceu com os seus cachinhos a solta  e a internet, claro, ferveu de comentários.  A maioria positivo (ufa!)

E eu achei simplesmente INCRÍVEL! Incrível que ela teve a coragem de assumir o cachos e a quantidade de apoio que ela recebeu na internet. Porque, vamos combinar, hoje qualquer coisa é motivo para comentários pejorativos nas redes. E daqueles que parece serem escritos por pessoas do século retrasado de tão estúpidos que são.

Mas, fora meu pequeno desabafo e momento tiete da Michelle poderosa, não é um pouco surreal pensar que assumir seus cabelos seja motivo de tanta repercussão? Tudo bem, ela é uma figura pública de grande referência e, claro, que tudo o que ela fizer vai aparecer na rede. Mas, em uma época que falamos tanto de empoderamento feminino, de sermos quem quisermos ser, algo tão banal quanto nosso cabelo ainda parece ter uma importância gritante na nossa sociedade.

Eu nasci com cabelo cacheado e durante muito tempo, principalmente na minha adolescência, minha definição de cabelo bonito era cabelo liso. Afinal, as mulheres que eu achava bonita tinham cabelo liso. Então eu cresci fazendo escovas e alisamentos, para sentir um pouco dessa beleza que eu via jogada por aí. E confesso que até hoje não consegui me libertar.

E o que preocupa é como algo tão natural em uma mulher, pode afetar tanto a nossa autoestima. Porque para muitas, e eu estou incluída no pacote, a gente só vai se achar bonita se seguirmos esse padrão de beleza meio doido imposto por ai. E como isso é cruel! Como é cruel sanar nossa autoestima por causa dos nossos cabelos. De ficar horas no salão para se achar bonita, porque no fundo ainda temos aquela imagem da moça da capa de revista.

E você que está lendo achando que tudo não passa de madeixas, saiba que os cabelos representam muito mais que vaidade, representam nossa essência e nossa origem. Fazem parte de quem somos e de como nos mostramos para o mundo. E o assunto é vasto viu? Podemos ficar horas debatendo como a autoestima da mulher pode ser cortada a fundo por padrões intangíveis de uma sociedade patriarcal e nem um pouco justa. Mas o dia foi longo e já tá acabando, então só vai um pequeno questionamento.

Por que não nos mostramos ao natural? Por que nos prendemos tanto em imagens programadas que ditam nossa visão de vida? Por que não deixar ser? Por que não soltar? Seja liso, cacheado, ondulado, curto, longo, castanho, preto, ruivo, loiro, azul, com franja, com friz, com tudo…seja você! Vamos soltar os cabelos e ser feliz!

Fonte e Imagem do texto: http://oglobo.globo.com/mundo/michelle-obama-aparece-em-foto-com-os-cabelos-ao-natural-21153409

Com que roupa eu vou?

Esses dias, de férias em Belo Horizonte, estava em uma praça de alimentação e me deparei com mais uma cena do cotidiano familiar. Mãe e filha – a menina com 9 ou 10 anos – discutindo. Fiquei bem atenta, pois percebi que o assunto me interessava bastante. Com toda a minha limitação auditiva, consegui ouvir a melhor parte do diálogo:

– Mas mãe, aquela roupa é de menino.

– E o que que tem, Luísa?

– Eu sou menina, ué.

– Para! Não existe isso hoje em dia mais. Roupa é roupa. Você usa o que sentir confortável.

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Espelho, espelho meu…

Fonte: Poesia Toda Prosa

Há alguns (poucos) anos, tenho aprendido sobre a importância de amar o meu corpo exatamente como ele é, ao invés de ficar numa busca frustrante de ter o corpo dito como perfeito que vemos nas revistas, na tv, nos sites de moda, e por aí vai.. não, não é fácil. Por mais que eu leia tanto sobre o assunto, trate disso na minha terapia, sempre estou me policiando, já que, na maioria das vezes, me olhar no espelho é criticar cada gordurinha e cada celulite que está ali, inocentemente. Me culpo, por defender tanto que o corpo perfeito é o que a gente tem… Que academia, é pra melhorar nossa saúde, física e mental. Que é tão maravilhoso e libertador acordar e se achar incrível, mesmo sem maquiagem, sem cabelo escovado, sem roupa previamente e cuidadosamente Continue lendo “Espelho, espelho meu…”