Medo do trovão

Numa tarde cinzenta, estou sozinha, encolhida e com medo, sim o trovão que hoje resolveu me perturbar. Justo hoje que estou meio febril? Justo hoje que preciso colocar os trabalhos da agência em dia? Acho que esse trovão me persegue desde a infância ou algo do tipo. Às vezes fico me perguntando de onde surgiu esse sentimento (medo) estranho e avassalador. O som envia um calafrio até a medula dos meus ossos, é um medo primitivo. E como lidar com isso tudo?

Todos me falam que é só um monte de barulho que parece que está tentando me assustar (de fato esta). Caramba as janelas estão tremendo, e meu corpo tremendo junto, coração acelerado, respiro pelo nariz e expiro pela boca, já subi na cama, acabou a luz e agora sem internet (pirei).

Quando era criança, pegava meu bixinho de pelúcia e ia para o colo de minha mãe (sempre me faziam sentir melhor), mas cresci e agora? Não tenho mais nenhum bixinho de pelúcia e minha mãe mora em outra cidade. Estou tentando pensar em algo que me deixe feliz e calma, algum passatempo, alguma brincadeira, mas nada nesse momento vem a minha cabeça. Estou fingindo que alguém esta comigo, para me sentir segura e protegida, talvez funcione, mas acho que Thor (deus do trovão) resolveu me testar hoje. Sei que não devo ter vergonha de ter medo e nem pensar que as pessoas são corajosas, mesmo elas disserem que são.

Superar o medo do trovão é uma árdua tarefa que pode levar anos para se realizar. Estou aqui controlando minha ansiedade, buscando minha paz interior, mas hoje ao escrever sobre o que me acomete, sinto me aliviada e menos frágil, pois posso dividir esses momentos de angustias com alguém.

Cristiane Duarte

Cristiane Duarte, 36 anos e caiçara de Ubatuba. Social Media por amor e conectada no mundo digital o tempo todo. Adora viajar, comer, praia e Netflix com pipoca.

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