Amsterdam Além Das Luzes Vermelhas

Livros na estante

A primeira coisa que fizemos, logo após fazer o check in, foi nos direcionar – estrategicamente – ao bar do hotel. Já passava das 11 da noite e o clima ameno de final de verão nos convidava a beber. O edifício do hotel onde ficamos hospedados costumava ser um banco na década de 50 e o charmoso bar, que foi construído dentro do antigo cofre que existia ali, era todo inspirado ao estilo Smoking Room. Mas em contraste ao estilo retro da decoração, os coquetéis ali servidos eram a visão do futuro. Com luzes, fumaça e uma apresentação impecável – os drinks não se limitavam em ser apenas deliciosos – beber tais coquetéis era definitivamente uma experiência. E foram várias experiências naquela noite.

 

Na manhã seguinte, sob o céu azul e sol radiante, Amsterdam me hipnotizou: prédios, cheios de história, repousando uns nos outros como livros antigos em uma bela estante. Barcos cortando as águas calmas dos canais e constelações de bicicletas que cobriam as ruas de paralelepípedos. A composição daquele cenário me faz sentir dentro de um filme. Foi amor à primeira vista. Thomas, meu companheiro de viagem, e eu fizemos uma longa e agradável caminhada através do labirinto que são as estreitas ruas e vielas da cidade até chegar, o que vem se chamar, “A Praça dos Museus”. A Praça dos Museus a.k.a. Museumplein é uma bela área verde rodeada pelos principais museus de Amsterdam. Entre eles o Museu de Arte Moderna, Stedelijk Museu e o Van Gogh Museu. Além de ser lar do mundialmente famoso letreiro IAmsterdan.

 

Naquela manhã de sábado, nossa primeira visita foi ao Van Gogh Museu. Com a ajuda de um áudio-guia, eu fui flutuando de obra em obra, viajando através de tempo nas fotografias e cartas, absorvendo os sentimentos e aos poucos compreendendo os demônios que rodeavam a genialidade de Van Gogh. Um fato curioso é que muitas obras estão expostas de ponta cabeça, pois Van Gogh reutilizava suas telas pintando também no verso. Os turistas aglomeravam-se em volta dos quadros mais conhecidos o que me dava espaço – e tempo – para me perder dentro das outras obras. Girassóis, porém, exerceu uma força especial sobre mim. Essa obra-prima traga sua atenção como um poderoso imã, não só pelas cores vibrantes e seu tamanho opulente, mas também pela presença. É como se um leão estivesse na sala. Quando dei por mim, estava admirando um dos últimos quadros que Van Gogh havia pintado e escutando a narrativa dos últimos, e tristes, anos de sua vida. O museu definitivamente oferece uma experiência imersiva. Imperdível!

 

Antes mesmo da hora do almoço, tivemos tempo de visitar o MOCO Museu que, para minha feliz surpresa, exibia obras de Banksy e Salvador Dali. MOCO é uma charmosa casa que fica do lado do Van Gogh Museu. Vale a pena conferir. Logo em seguida entramos na batalha que seria tentar tirar uma foto no letreiro IAmsterdan. Um mar de pessoas. Foi praticamente impossível conseguir um click sem algum photobomb.

Amsterdam já havia me encantado sob a luz do dia, mas foi ao cair da noite que a cidade revelou um outro lado. Ruas fervilhando de turistas, bares, clubes e shows ao ar livre: um completo contraste com a calmaria que eu havia visto durante o dia. E apesar da fama que a noite de Amsterdam possa ter, nós não estávamos ali atrás das ruas de luz vermelha. Ao invés disso, evitamos as multidões e escapos em um passeio noturno de barco pelos canais. As luzes da cidade num sábado à noite eram as condições perfeitas para um programa a dois. As casas-barco, que contornam as margens dos canais, são um espetáculo a parte. Muitas delas exibem a elegância de coberturas e te faz questionar a concepção de luxo, conforto e liberdade. Eu trocaria o apartamento onde vivo hoje por uma delas sem pensar duas vezes.

Se você, meu caro leitor, leu meu último texto sobre Berlim aqui no Conteúdo Aleatório, conhece minha busca por boas cafeterias. E nesse quesito Amsterdam não decepciona. Já no primeiro dia de viagem, tivemos um café da manhã digna de um rei em Dignitá (@dignitaamsterdam). Com mesas ao ar livre e rodeada por um belo jardim, este brunch place é o lugar perfeito para quem quer aproveitar os dias de verão e busca um menu de qualidade fugindo dos tourist-traps. Outra cafeteria que chamou minha atenção é a minúscula Back to Black Coffee Shop (@backtoblackcoffee_wetering) que me conquistou com seus deliciosos bolos, os posters incríveis que enfeitam as paredes, além dos cafés bem elaborados, é claro. No dia seguinte decidimos encarar a fila de espera de quase uma hora para ter uma mesa do ladinho do canal em Greenwoods Tea Room (@greenwoods_tearoom). O English Breakfast fez a esperar valer a pena e a vista da cidade foi com certeza um belo bônus.

“Obrigado por ser viciado”

Na manhã do último dia em Amsterdam, visitamos o Anne Frank Museu. Eu li o diário de Anne Frank quando era adolescente, mas ainda sim tenho vivida em minha memória passagens do livro. O museu se situa no prédio onde ficava o escritório do pai de Anne e onde ela e sua família se esconderam por mais de dois anos durante a segunda guerra mundial. Não vou negar, a carga emocional que aquele lugar exige não é pouca. Foi impossível não deixar as lágrimas rolarem estando ali. Anne não escreveu somente o seu diário, que ficaria mundialmente conhecido, mas também vários contos, poemas e relatos, revelando sonhos e desejos que jamais aconteceriam. Saindo do museu, eu senti meu corpo fraco e minha alma pesada, porém acredito que a visita foi um lembrete essencial de que não devemos tomar nossos direitos como garantidos e que temos que lutar todos os dias por aquilo que acreditamos ser o certo.

 

Minha viagem foi meticulosamente planejada e todos nossos ingressos e entradas para museus e passeios foram comprados online semanas antes. O que nos fez economizar alguns euros no final das contas e definitivamente evitar muitas horas em filas.

 

No final do dia eu estava relutante em chamar o táxi que nos levaria para o aeroporto. Com céu completamente dourado com um belo pôr do sol, decidimos dar uma ultima caminhada pela cidade e acabamos voltando para a praça dos museus antes de fazer o check out no hotel. Foi irresistível não deitar sobre o gramado do parque e aproveitar os últimos raios de sol daquele lindo dia. Amsterdam exala arte e em cada esquina você pode admirar algo belo. A história desse país e o jeito que seu povo encara o futuro me faz contar os dias nos dedos até poder voltar para lá.

 

Lindy Hop Jass, você conhece?

Oi gente to sumida né? Então preciso compartilhar com vocês algo do meu final de semana.

Nesse Domingo eu e meu digníssimo fomos para um evento cultural gratuito aqui em Campinas no Centro de Convivência, um show de Jazz e a dança Lindy Hop (nunca tinha visto de pertinho).

Lindy Hop é uma dança que surgiu entre 1920 e 1930, no Harlem em New York, como uma mistura de outras danças: o Breakaway, o Charleston e o sapateado. Ele é dançado ao som principalmente de swing das Big Bands.(fonte:wikipedia.org)

Fonte: Youtube

Fiquei muito feliz com a quantidade de jovens que estavam ali, jovens de todas as tribos, mas todos estavam curtindo o som, como se estivessem em uma viagem no tempo, dançando e sem medo de serem felizes e principalmente vestido a caráter. Continue lendo “Lindy Hop Jass, você conhece?”

Obrigada, de nada!

“Parece bobagem, mas é gratidão…”

Quem me lê, já sabe como os textos surgem: observando as pessoas! E estava observando a forma de agir delas, e a minha também e percebi que a gente agradece pouco! “Ah que coisa feia!”, diria a sua mãe, com a testa franzida e dedo em riste! Rs Isso porque fomos criados (pelo menos eu) para agradecer tudo o que ganha. Ganhou presente? Agradece! Recebeu um elogio? Agradece! Sacolas arrumadas no mercado? Agradece! E tem mais: nada de responder “valeu!” Não! Era “obrigada!”, sempre acompanhado de um “valeu não é resposta!” (me peguei dando essa mesma lição na minha sobrinha de 9 anos esses dias…. Tô velha, é oficial!) Continue lendo “Obrigada, de nada!”

Mulheres, há um uivo em forma de livro

Que me desculpem os rapazes, mas o texto de hoje é totalmente dedicado a mulheres.
Quais mulheres? As que são boas demais, as que são gentis demais, as que querem conhecer sua melhor versão, as que não conhecem o seu poder, as que se abrem para conhecer as coisas mais ocultas sobre elas… Enfim, as mulheres que querem tocar, da forma mais profunda, a SUA ALMA.

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Amigos: para que tê-los?

UPDATE: lembrei dessa música super bacana ontem, 15/04/2018 e resolvi colocar ela também!! ;)

Dia desses eu estava refletindo: porque eu tenho amigos? Para que eu quero ter amigos? Não que eu estivesse brava com meus amigos ou querendo virar uma sozinha no mundo! Não! Estava refletindo isso porque eles me fazem muito bem e me questionei porque gosto de tê-los ao meu lado. Logo que voltei a Campos do Jordão após os anos de faculdade eu me vi num buraco quase sem fundo de solitude (não solidão! Veja a diferença nesse link. Adorei a explicação!) pois havia me afastado dos poucos amigos de escola, as amigas de faculdade estavam em outra cidade e eu me senti como se não conhecesse ninguém numa cidade de mais de 50.000 habitantes! Continue lendo “Amigos: para que tê-los?”

Seja generoso…com você mesmo

Feeling Good – Nina Simons

Simples assim.
Você já parou pra pensar o quão culpado se sente diante alguma situação que não deu certo? Inclusive, o quanto se cobra por causa disso? Creio que todos nós já tivemos essa sensação.

Ocorre que você até pode se dar uns puxões de orelha, mas até pra autocrítica, é preciso ter um limite.

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Ih, deu ruim!

Esse texto não tem trilha sonora. É, tá difícil….

O título descreve minha situação atual: ih, deu ruim! Conhece bloqueio criativo? Quando as coisas não vão nem pra frente nem pra trás? Tipo mula empacada, que não se mexe? Então, bem vindo ao mundo do bloqueio criativo! Esses últimos dias tenho recebido até cobrança de amigos que me leem porque faz tempo que não posto, mas o motivo é esse aí: deu ruim! Continue lendo “Ih, deu ruim!”

O tempo da dor é o tempo da transformação

Nos últimos anos as empresas têm se preocupado cada vez mais com a pessoa/ser humano que ela está contratando do que com o currículo dela, já reparou? Não, não vou dar dicas de “como se dar bem em uma entrevista de emprego”.
Me chamo Carol Rosa e esse é meu primeiro texto para o Conteúdo Aleatório. Chega mais =)

Creio que não teve melhor dia para postar esse texto, pois hoje damos início ao outono. Não é somente uma mudança de estação, mas uma mudança de ciclo. E é exatamente sobre isso que irei falar nesse texto.

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Somos rotuladas pela sociedade

Você já percebeu que tudo na vida se baseia num “padrão” que a sociedade impõe o tempo todo? Quando falo sociedade falo em geral: família, amigos,colegas e outros chatos.
Temos regras desde que nascemos, aprender a falar, andar, comer, escovar os dentes, tomar banho e por ai vai.
Estudamos desde criança e ouvimos “estude para ser alguém na vida”, mas calma eu sou um Zé ninguém? Ah sem esquecer que a gente ouve o tempo todo a família e até amigos falando que namorar cedo não é bom, pois você não vai aproveitar a vida. Mas, se nós fizermos uma análise ao nosso redor tem muitos casais por ai que se divertem muito, até mais do que qualquer mocinha famosa das redes sociais (aquela com muitos seguidores e curtidas nas fotos), mas que vive triste e sozinha em sua casa.

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É impossível ser feliz sozinho… :(

Quando Tom Jobim (meeeeestre!) escreveu essa música em 1967, ainda era muito enraizado na sociedade o conceito de que, quem ficasse solteiro ou “sem par” tinha algum problema!Acontece que, 50 anos depois do lançamento de Wave, ainda tem uma coisa dentro das pessoas que ser sozinho é algo terrível e que ninguém deveria querer na vida. Tudo mentira! Você já deve ter lido algo do tipo, semelhante a esse texto, mas acho necessário ter mais uma voz libertando você (e a mim também!) dizendo que sim, é possível ser feliz sozinho SIM! (neste momento sugiro que você cante o refrão do Hino da República, junto comigo: “Liberdaaade! Liberdade!!)

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