Fala comigo!

Acho que esse vídeo explica um pouco porque nos entregamos à solidão acompanhada!

Se você estiver lendo esse texto sentado ao lado de alguém com quem você deveria estar conversando, desligue seu telefone, puxe 7 assuntos diferentes, dê dois beijinhos antes de voltar a ler, senão você viverá o resto da vida em relações superficiais. Tô jogando praga mesmo!

Dia desses foi dia dos namorados! E eu, como não tenho um namorado e as amigas estavam ocupadas (ou com seus crushes ou com outros compromissos), eu fui ao cinema sozinha mesmo! Sentada tomando meu lanche na praça de alimentação do shopping comecei a praticar meu esporte preferido: a observação! Entre uma mordida e outra na minha empada, olhava os vários casais se sentando próximo a mim. E percebi um fenômeno que faz muito tempo que me chama a atenção: o fenômeno da solidão acompanhada!

Esse fenômeno afeta a mim, afeta você, afeta a vovó e o vovô (tadinhos!), afeta os casais. E entre os casais, é pior e mais feio de se ver. O vídeo que abre o texto de hoje ilustra bem o destino dos relacionamentos atuais, com pessoas que fazem companhia uma pra outra, mas que não se relaciona. Se relacionar implica em conversar, se doar, se abrir, se permitir pagar uns micos junto com alguém. Mais que isso, se relacionar significa trocar de mundo, conhecer e entrar no mundo do outro, se deixar mudar em algumas chatices, aprender com a realidade do outro e permitir que aconteça o mesmo com aquele que entra no seu mundo. Aliás, só teremos bons relacionamentos se dermos o ticket de entrada no nosso Jurassic Park pro visitante! #ficaadica

Quando a gente se entrega à solidão acompanhada, principalmente com aquela pessoa que você tem uma relação afetiva, entrar no parque do outro é tarefa para Ethan Hunt: uma verdadeira missão impossível! Ninguém é capaz de invadir esse sistema fechado que é a nossa vida, o nosso espaço particular, a não ser que a gente dê acesso. Se você se senta com a namorada ou namorado, sai passear com a pessoa: converse com ela, pergunte da vida dela, fale da sua vida, conte uma história engraçada, se vulnerabilize (essa palavra existe, Pasquale?!).

Estamos abertos!

Falo dos casais, mas essa solidão acompanhada acontece em todos os tipos de relacionamentos. Eu tenho me policiado muito para não entrar na bolha da tecnologia quando estou com alguém da família ou amigos. É tão chato você estar conversando com alguém e a pessoa estar ligada no celular ao invés de ligada em você. Dá uma preguiça continuar o assunto…. Hoje em dia busco a cada momento conhecer melhor aqueles que convivem comigo, saber suas histórias de vida, o que faz rir ou chorar, a comida que gosta, se tem mau humor quando tá com sono, se mata um quando tá com fome, qual o tipo de música preferida, os gostos bizarros, qualquer coisa que me faça criar um laço, uma conexão wi fi de qualidade, uma rede de amizade e profundidade.

Escrevi esse texto na rodoviária em São José dos Campos, voltando de Campinas, do casamento de dois amigos queridos. E fiquei pensando, enquanto estava mofando esperando meu ônibus, o quanto a gente se esforça por pessoas que não têm seu sangue. Isso só é possível por causa do laço de intimidade e profundidade na nossa relação. Se mostrar, se deixar conhecer, abrir seu olhar para enxergar quem é o outro faz com que nossas relações deixem de ser superficiais e passem a agregar valor. Você tem agregado valor às pessoas com quem convive?! #reflita

Se você chegou até aqui sem ser atingido pela minha maldição do início do texto, parabéns! Se você chegou aqui e tá com uma culpa por todas as vezes que obrigou alguém a estar sozinho na sua companhia, volte até a casa da criatura e siga os passos do início do texto. Agora, se você está praticando a companhia solitária e está em silêncio ao lado de alguém, sinto muito, você nunca vai sentir o que é ter alguém que se importa de verdade e nunca vai se importar de verdade com ninguém! Que morte horrível…

Um abraço apertado, um desejo de mais profundidade e até semana que vem! ;)

Eu acredito em você!

Pode ser que você não ouve essa frase há muito tempo ou então vive ouvindo! Eu digo isso constantemente para mim e tenho uma amiga que não me deixa esquecer nunca que ela acredita em mim! Isso dá uma foça interna inacreditável – faça o teste e me conta depois. (Aliás, eu tenho sugerido vários testes para os leitores mas ninguém diz se tá funcionando… #xatiada)

Saindo da psicóloga dia desses, depois de uma sessão que ela me esticou, me amassou, me colocou no lugar de novo e me mandou embora, saí pensando em quanta força a gente tem mas que nem sempre se lembra dela! Aí, no meio do caminho, lembrei das teias de aranha, do Homem Aranha (seu lindo!) e de como a força daquela teia sempre me intrigou. Sou da época do Homem Aranha do Tobey Maguire e, desde criança, sempre achei incrível o que aquele herói podia fazer e se aquilo era realmente possível, dentro das escalas das aranhas.

Lendo alguns estudos descobri que sim, se as teias fossem de uma espessura como de um lápis, elas poderiam parar um Boeing 747 em pleno vôo! Uau!! As aranhas são assustadoras, mas produzem teias de uma força insuperável! Aí, voltei no pensamento pós-terapia: se a gente tivesse, dentro da gente, a capacidade de resistir às dificuldades como as teias de aranha resistem a impactos, nós iríamos conseguir superar aquilo que nos derruba na vida.

Como num estalo, eu ouvi dentro de mim aquela voz que todos temos, e que alguns abafam, me dizendo que todos somos fortes, mas alguns não exercitam, outros deixam que forças externas diminuam sua força interior. E resolvi escrever esse texto pra você (e pra mim!), que talvez anda desacreditando na força interior que tem! Você é mais forte pra aguentar o tranco do que imagina!

As vezes a gente precisa de um motivacional assim como esse texto, pra se lembrar do quanto é forte, corajoso, resistente, capaz. A vida não anda fácil – eu sei porque estou vivendo ela! – mas sei também que a gente consegue superar nossos momentos difíceis, passar por aquela barra pesada (que não é aquela que é gostar de você… rs). Eu tenho feito isso constantemente: escrevo nos dias bons, coisas pra ler nos dias ruins. Coloco ali no papel tudo o que consegui realizar e que me deixou com aquela sensação de super poder! Depois, nos dias que está tudo dando errado, que parece que colocaram kriptonita no meu suco, eu paro, leio algumas páginas e a força volta a estar comigo! 

Hoje, eu queria dizer isso pra você que está lendo: eu acredito em você! Assim como as aranhas confiam tanto em suas teias fortes para adquirir o alimento do dia ou da semana, eu acredito na sua teia interna, capaz de segurar as pancadas, segurar dentro de si a sanidade mental nos dias ruins. Se você estiver passando por um dia bom, olhe em volta e veja alguém que precisa de um motivacional, olhe no fundo dos olhos dela e diga, com a boca cheia de confiança: eu acredito em você! Vai funcionar!

Um forte e resistente abraço, até semana que vem! ;)

Mulheres, há um uivo em forma de livro

Que me desculpem os rapazes, mas o texto de hoje é totalmente dedicado a mulheres.
Quais mulheres? As que são boas demais, as que são gentis demais, as que querem conhecer sua melhor versão, as que não conhecem o seu poder, as que se abrem para conhecer as coisas mais ocultas sobre elas… Enfim, as mulheres que querem tocar, da forma mais profunda, a SUA ALMA.

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O Caminho da Libertação

Em algum momento, aos poucos, através de práticas fundamentais de auto-conexão com seu mundo interno, de paz e serenidade – como meditação, como técnicas de respiração (as Pranayamas, respirações da Yoga, por exemplo), como silêncio, entre outras, além das práticas das ações salutares (citadas no último texto) – conseguimos cultivar um estágio de mente calma e de satisfação pessoal muito saudáveis. Esse lugar não é atingível pelos elementos externos causais da vida, porque estamos satisfeitos com nós mesmos. Estamos conectados com nossa essência, àquilo que nos faz bem. A partir desse lugar conseguimos realizar as autoanálises e reflexões que nos guiarão por caminhos que nos trarão verdadeiras realizações. Deste lugar estaremos abertos à verdadeira sabedoria que a vida traz, a todo momento, até nós. O primeiro passo, então, é buscar essa paz e satisfação interna através das práticas recomendadas aqui e nos últimos textos. Você não é capaz de ficar irritado, frustrado, furioso ou inseguro quando está em paz consigo mesmo.

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A importância de se conhecer e de saber cultivar ações que geram quietude e paz interna

Convivemos com nós mesmos há anos. Por meio desse tempo tivemos a oportunidade de nos conhecer profundamente. Nossos valores, aquilo que prezamos, aquilo que realmente nos gera benefício, as coisas que não nos fazem bem e o que não queremos para nós. Não estou falando apenas de prazeres, estou falando também (e principalmente) de ações e pensamentos salutares que geram paz interior e autossatisfação. Como prazeres podemos citar comida, bebida, sexo, bens materiais, bajulação, lazeres, eventos dos mais diversos, etc. Essas características estão associadas ao seu “eu”, atreladas ao seu personagem nessa vida, à sua identidade, ao ego. As ações salutares são mais amplas e universais, elas estão atreladas a você como criatura divina feita a imagem e semelhança do criador, ao seu ser pleno, de luz e amor, conectado ao mundo, interligado a ele, um verdadeiro milagre de energia criativa livre, bem além dos nossos “personagens”.

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A primeira reflexão e os primeiros passos

O ponto inicial de reflexão deste primeiro texto é da busca, através da verdadeira sabedoria, de formas de alcançar a real felicidade, ou seja, da libertação do sofrimento. Trata-se de uma série de 3 (três) textos. Vamos ao primeiro deles:

Um dos pontos de partida dos ensinamentos budistas são as 4 Nobres Verdades. A primeira delas é justamente o sofrimento (Dukkha). Nós sofremos, fato. A partir daí, precisamos conhecer e reconhecer esse sofrimento. Ter a coragem de entrar em contato com ele em sua mais pura realidade. Normalmente criamos inúmeros mecanismos para lidar com o sofrimento. Infelizmente, a grande maioria deles são mecanismos de fuga (diversos deles se desenvolvem em vícios), que acabam por mascarar e postergar o problema, causando mais sofrimento. Por um momento, se quisermos mesmo sair deste lugar para algo mais amplo, precisamos encarar a realidade tal como ela é. Não se julgue nesse processo, não é hora de ser juiz e nem é o seu papel. Além disso, entrar em contato com seu sofrimento requer muita coragem, portanto, sinta fluir em você esse reconhecimento de força e coragem por estar fazendo isso. É um momento de contato com a nossa parte mais sombria, aquela da qual passamos anos tentando não dar abertura. Acontece que, para dar o primeiro passo para sair do sofrimento, é necessário conhecer sua sombra.

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