Vamos falar sobre educação?

Vamos falar sobre educação? Mas vamos além? Vamos falar sobre a educação do ponto de vista do aluno? O que eles querem realmente? Como eles enxergam a escola?

Há mais no jovem estudante que nossos estereótipos deixam ver. E é isso que o documentário Nunca me sonharam faz o público perceber. (eita, olha a rima ai sem querer kkk) Eu, particularmente, sou uma pessoa apaixonada pela educação, sempre gostei, sempre vi na educação a chance de realmente melhorarmos as pessoas. Não o mundo, mas as pessoas e como dizia Paulo Freire, “a educação não transforma o mundo, a educação muda as pessoas. As pessoas mudam o mundo”. Acreditando piamente nesse potencial humano para o bem que me apaixonei pela educação e mudei minha vida para trabalhar nessa área.

Depois de uma pequena interrupção para contextualizar essa minha paixão, vamos ao ponto para o que me levou a escrever esse texto. Tive duas oportunidades de assistir o documentário Nunca me sonharam e sou muito agradecida por isso, porque ele foi o ponta pé inicial para fazer minha percepção se expandir e já vou explicar o porquê.

Quando falamos de educação, quando falamos mais especificamente de educação pública, a visão que logo vem à mente é lugar sem infraestrutura, professores cansados, jovens desinteressados e mal-educados. Enquanto parte disso confesso que possa ser verdade, a outra parte é, como a maioria das coisas no Brasil, mal estruturadas e mal resolvidas. Vamos lá aos pontos principais da minha reflexão. O documentário mostra o ponto de vista do jovem, como falei no início do texto, e por que isso é tão diferente? Porque quando falamos de educação, a posição automática que colocamos o jovem é de culpado. Culpado de um sistema falho que foi imposto a ele. Se a escola é para eles por que não ouvir a parte mais interessada dessa equação?

E é isso que o documentário faz, ouve jovens que estão diariamente em uma realidade que muitos de nós nem sonham. Ouve jovens que muitas vezes precisam crescer rápido demais para enfrentar uma vida muito injusta, jovens que são tão polidos em seus sonhos, jovens que vivem em um ambiente muitas vezes hostil, em casa ou na rua. Não, não estou defendendo nenhum tipo de ideologia ou posição político-social, até porque não sou nenhuma especialista e isso não é nenhum artigo científico. O que estou querendo dizer, e muito humildemente, é que muitas vezes em discussões educacionais é fácil culpar o adolescente como desinteressado, malcriado e desrespeitoso. Mas e a estrutura educacional? O que realmente fazemos para melhorar a situação? E os professores? Como podemos qualifica-los? Melhorar as condições de trabalho?

É fácil falar em culpa e responsabilizar o aluno apenas como desinteressado e deixar a situação como está, quando a questão principal é muito mais profunda. É como nós, sociedade brasileira, realmente vemos a educação e a importância que damos a ela. E a resposta é fácil, porque realmente nunca sonhamos que o jovem de educação pública “seja alguém”, nunca sonhamos que uma escola da periferia tenha um ensino de qualidade excelente. Como o próprio nome do documentário diz, nunca sonhamos que o jovem da periferia vá além da condição marginalizada imposta a ele. E está na hora de sonharmos mais, bem mais além do que nos é dito diariamente.

Eu sei que a questão é bem mais profunda, muito mais complexa, mas esse é somente um texto de reflexão, e confesso que desabafo também. O documentário é só uma porta de entrada para quem quer realmente pensar educação de um modo diferente e não é destinado somente a professores, coordenadores e supervisores, mas à todas as pessoas que têm aquele sentimento de cidadania gravado no peito. Serve para olharmos de uma outra perspectiva, o que é sempre positivo para um debate de qualidade.

Então como um último recado antes de terminar, por favor assistam o documentário Nunca me sonharam. Eu sei que La Casa de Papel é ótimo e intrigante, que a Netflix soltou a nova temporada daquela série que você ama, mas as vezes é bom a gente ver algo a mais do que ficção e olharmos para a realidade que está a nossa volta e que somos diretamente e indiretamente responsáveis, vale a pena! Prometo ;)

Obrigada, de nada!

“Parece bobagem, mas é gratidão…”

Quem me lê, já sabe como os textos surgem: observando as pessoas! E estava observando a forma de agir delas, e a minha também e percebi que a gente agradece pouco! “Ah que coisa feia!”, diria a sua mãe, com a testa franzida e dedo em riste! Rs Isso porque fomos criados (pelo menos eu) para agradecer tudo o que ganha. Ganhou presente? Agradece! Recebeu um elogio? Agradece! Sacolas arrumadas no mercado? Agradece! E tem mais: nada de responder “valeu!” Não! Era “obrigada!”, sempre acompanhado de um “valeu não é resposta!” (me peguei dando essa mesma lição na minha sobrinha de 9 anos esses dias…. Tô velha, é oficial!) Continue lendo “Obrigada, de nada!”

Seja generoso…com você mesmo

Feeling Good – Nina Simons

Simples assim.
Você já parou pra pensar o quão culpado se sente diante alguma situação que não deu certo? Inclusive, o quanto se cobra por causa disso? Creio que todos nós já tivemos essa sensação.

Ocorre que você até pode se dar uns puxões de orelha, mas até pra autocrítica, é preciso ter um limite.

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Ih, deu ruim!

Esse texto não tem trilha sonora. É, tá difícil….

O título descreve minha situação atual: ih, deu ruim! Conhece bloqueio criativo? Quando as coisas não vão nem pra frente nem pra trás? Tipo mula empacada, que não se mexe? Então, bem vindo ao mundo do bloqueio criativo! Esses últimos dias tenho recebido até cobrança de amigos que me leem porque faz tempo que não posto, mas o motivo é esse aí: deu ruim! Continue lendo “Ih, deu ruim!”

Aniversário um dia de reflexão.

COMO SURGIU

Aniversário é dia de olhar para o passado e planejar o futuro, porém, geralmente passamos nossos aniversários comemorando, agradecendo e vivendo intensamente, afinal, estamos mais um ano vivos e isso já é o suficiente para nos esbaldarmos nesta profunda alegria.

Entretanto não são apenas as pessoas que fazem aniversários, mas momentos como realizações, grandes feitos, perdas e as grandes mudanças em nossas vidas também fazem aniversários e sempre acabamos esquecendo de refletir sobre elas.

O Conteúdo Aleatório nasceu em um desses aniversários de “momentos”, numa época de mudanças em minha vida que foram muito significativas. Acredito que os sonhos desta minha nova etapa estão caminhando juntamente com o site e se algo der errado por aqui talvez minha vida perca o rumo juntamente a ele.

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O tempo da dor é o tempo da transformação

Nos últimos anos as empresas têm se preocupado cada vez mais com a pessoa/ser humano que ela está contratando do que com o currículo dela, já reparou? Não, não vou dar dicas de “como se dar bem em uma entrevista de emprego”.
Me chamo Carol Rosa e esse é meu primeiro texto para o Conteúdo Aleatório. Chega mais =)

Creio que não teve melhor dia para postar esse texto, pois hoje damos início ao outono. Não é somente uma mudança de estação, mas uma mudança de ciclo. E é exatamente sobre isso que irei falar nesse texto.

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Como anda seu nível de MARAVILHOSIDADE?

Gente, ultimamente eu tenho sido bastante elogiada, principalmente por conta dos textos que publico aqui! Obrigada, de coração, a vocês que lançam a mim palavras de aprovação e carinho! Acontece que eu percebo que fico super sem graça em receber um elogio. A sorte é que todos me elogiam online e, com a proteção da tela do computador ou celular, ninguém vê minhas bochechas vermelhas… Sorte! (quem me conhece sabe que vermelha é apelido quando se trata da minha vergonha, mas abafa!) Continue lendo “Como anda seu nível de MARAVILHOSIDADE?”

O Caminho da Libertação

Em algum momento, aos poucos, através de práticas fundamentais de auto-conexão com seu mundo interno, de paz e serenidade – como meditação, como técnicas de respiração (as Pranayamas, respirações da Yoga, por exemplo), como silêncio, entre outras, além das práticas das ações salutares (citadas no último texto) – conseguimos cultivar um estágio de mente calma e de satisfação pessoal muito saudáveis. Esse lugar não é atingível pelos elementos externos causais da vida, porque estamos satisfeitos com nós mesmos. Estamos conectados com nossa essência, àquilo que nos faz bem. A partir desse lugar conseguimos realizar as autoanálises e reflexões que nos guiarão por caminhos que nos trarão verdadeiras realizações. Deste lugar estaremos abertos à verdadeira sabedoria que a vida traz, a todo momento, até nós. O primeiro passo, então, é buscar essa paz e satisfação interna através das práticas recomendadas aqui e nos últimos textos. Você não é capaz de ficar irritado, frustrado, furioso ou inseguro quando está em paz consigo mesmo.

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É preciso ter paciência!

Faz um mês quase que comecei a esboçar esse texto, escrevi metade, abandonei na pasta de textos do Conteúdo e ficou lá. Porém, o assunto continuou na minha cabeça! Depois de escrever “Eu não sou planta, mas a vida me poda”, percebi que era a hora de dar uma continuidade no assunto, principalmente depois de ouvir um amigo falando que vivemos num mundo onde as pessoas não têm mais paciência.

Realmente, não temos mais paciência para nada! Não temos paciência para esperar a comida chegar/esquentar, para esperar o tempo das pessoas, para esperar o ônibus/táxi/uber/carona chegar, para a terapia fazer efeito, para o dinheiro render na aplicação e eu poderia ficar aqui até ano que vem listando coisas com as quais não temos paciência. Continue lendo “É preciso ter paciência!”

Eu não sou planta, mas a vida me poda!

Talvez ninguém saiba, mas eu adoro rosas! Sou a louca das mudas quando vou numa casa onde tem uma roseira diferente das roseiras que tenho em casa. Não tenho a menor vergonha em pedir uma muda pro dono da casa, fico super feliz quando me dão uma rosa, independente da cor, pra eu poder plantar. E olha, até aquelas rosas que a gente ganha em buquês (o que faz tempo que não acontece….) se eu espero começar a soltar um brotinho – isso acontece quando a gente deixa bastante tempo na água, que é trocada com frequência; o broto sai como um nozinho no caule. Corte em diagonal um palmo acima desse nozinho e enterre num lugar que pegue bastante sol, em terra firme! #ficadica – e planto, geralmente a muda pega!

Uma das muitas rosas vermelhas do quintal!

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