Olha, um problema! Me solta que vou ali agarrar ele!

 “Tem até quem vê problema onde não tem!”

Tem gente que tem um apego em problema que não pode ver um dando sopa e já quer ir tomar posse do coitado! Conheço um povo que ama problematizar a vida, enxergam problema onde não tem, reclamam de problema antigo e adotam problema alheio. Gosto esse, um tanto quanto irritante. Continue lendo “Olha, um problema! Me solta que vou ali agarrar ele!”

O texto mais difícil de publicar

Na morte, celebrar a vida!

Hoje faz pouco mais de dois meses que minha avó faleceu. E resolvi escrever esse texto para parar de assombrar as pessoas quando digo que não estou sofrendo com a morte dela (não sofri com sete dias do falecimento e nem sofro agora!). Sim, não estou sofrendo! Faz um tempão que quero escrever sobre as pessoas que são apegadas no sofrimento, que parecem necessitar do sofrimento para ser aceitas e o fato da minha avó só fez afirmar dentro de mim a necessidade desse texto. Continue lendo “O texto mais difícil de publicar”

Fala comigo!

Acho que esse vídeo explica um pouco porque nos entregamos à solidão acompanhada!

Se você estiver lendo esse texto sentado ao lado de alguém com quem você deveria estar conversando, desligue seu telefone, puxe 7 assuntos diferentes, dê dois beijinhos antes de voltar a ler, senão você viverá o resto da vida em relações superficiais. Tô jogando praga mesmo!

Dia desses foi dia dos namorados! E eu, como não tenho um namorado e as amigas estavam ocupadas (ou com seus crushes ou com outros compromissos), eu fui ao cinema sozinha mesmo! Sentada tomando meu lanche na praça de alimentação do shopping comecei a praticar meu esporte preferido: a observação! Entre uma mordida e outra na minha empada, olhava os vários casais se sentando próximo a mim. E percebi um fenômeno que faz muito tempo que me chama a atenção: o fenômeno da solidão acompanhada!

Esse fenômeno afeta a mim, afeta você, afeta a vovó e o vovô (tadinhos!), afeta os casais. E entre os casais, é pior e mais feio de se ver. O vídeo que abre o texto de hoje ilustra bem o destino dos relacionamentos atuais, com pessoas que fazem companhia uma pra outra, mas que não se relaciona. Se relacionar implica em conversar, se doar, se abrir, se permitir pagar uns micos junto com alguém. Mais que isso, se relacionar significa trocar de mundo, conhecer e entrar no mundo do outro, se deixar mudar em algumas chatices, aprender com a realidade do outro e permitir que aconteça o mesmo com aquele que entra no seu mundo. Aliás, só teremos bons relacionamentos se dermos o ticket de entrada no nosso Jurassic Park pro visitante! #ficaadica

Quando a gente se entrega à solidão acompanhada, principalmente com aquela pessoa que você tem uma relação afetiva, entrar no parque do outro é tarefa para Ethan Hunt: uma verdadeira missão impossível! Ninguém é capaz de invadir esse sistema fechado que é a nossa vida, o nosso espaço particular, a não ser que a gente dê acesso. Se você se senta com a namorada ou namorado, sai passear com a pessoa: converse com ela, pergunte da vida dela, fale da sua vida, conte uma história engraçada, se vulnerabilize (essa palavra existe, Pasquale?!).

Estamos abertos!

Falo dos casais, mas essa solidão acompanhada acontece em todos os tipos de relacionamentos. Eu tenho me policiado muito para não entrar na bolha da tecnologia quando estou com alguém da família ou amigos. É tão chato você estar conversando com alguém e a pessoa estar ligada no celular ao invés de ligada em você. Dá uma preguiça continuar o assunto…. Hoje em dia busco a cada momento conhecer melhor aqueles que convivem comigo, saber suas histórias de vida, o que faz rir ou chorar, a comida que gosta, se tem mau humor quando tá com sono, se mata um quando tá com fome, qual o tipo de música preferida, os gostos bizarros, qualquer coisa que me faça criar um laço, uma conexão wi fi de qualidade, uma rede de amizade e profundidade.

Escrevi esse texto na rodoviária em São José dos Campos, voltando de Campinas, do casamento de dois amigos queridos. E fiquei pensando, enquanto estava mofando esperando meu ônibus, o quanto a gente se esforça por pessoas que não têm seu sangue. Isso só é possível por causa do laço de intimidade e profundidade na nossa relação. Se mostrar, se deixar conhecer, abrir seu olhar para enxergar quem é o outro faz com que nossas relações deixem de ser superficiais e passem a agregar valor. Você tem agregado valor às pessoas com quem convive?! #reflita

Se você chegou até aqui sem ser atingido pela minha maldição do início do texto, parabéns! Se você chegou aqui e tá com uma culpa por todas as vezes que obrigou alguém a estar sozinho na sua companhia, volte até a casa da criatura e siga os passos do início do texto. Agora, se você está praticando a companhia solitária e está em silêncio ao lado de alguém, sinto muito, você nunca vai sentir o que é ter alguém que se importa de verdade e nunca vai se importar de verdade com ninguém! Que morte horrível…

Um abraço apertado, um desejo de mais profundidade e até semana que vem! ;)

Vamos falar sobre educação?

Vamos falar sobre educação? Mas vamos além? Vamos falar sobre a educação do ponto de vista do aluno? O que eles querem realmente? Como eles enxergam a escola?

Há mais no jovem estudante que nossos estereótipos deixam ver. E é isso que o documentário Nunca me sonharam faz o público perceber. (eita, olha a rima ai sem querer kkk) Eu, particularmente, sou uma pessoa apaixonada pela educação, sempre gostei, sempre vi na educação a chance de realmente melhorarmos as pessoas. Não o mundo, mas as pessoas e como dizia Paulo Freire, “a educação não transforma o mundo, a educação muda as pessoas. As pessoas mudam o mundo”. Acreditando piamente nesse potencial humano para o bem que me apaixonei pela educação e mudei minha vida para trabalhar nessa área.

Depois de uma pequena interrupção para contextualizar essa minha paixão, vamos ao ponto para o que me levou a escrever esse texto. Tive duas oportunidades de assistir o documentário Nunca me sonharam e sou muito agradecida por isso, porque ele foi o ponta pé inicial para fazer minha percepção se expandir e já vou explicar o porquê.

Quando falamos de educação, quando falamos mais especificamente de educação pública, a visão que logo vem à mente é lugar sem infraestrutura, professores cansados, jovens desinteressados e mal-educados. Enquanto parte disso confesso que possa ser verdade, a outra parte é, como a maioria das coisas no Brasil, mal estruturadas e mal resolvidas. Vamos lá aos pontos principais da minha reflexão. O documentário mostra o ponto de vista do jovem, como falei no início do texto, e por que isso é tão diferente? Porque quando falamos de educação, a posição automática que colocamos o jovem é de culpado. Culpado de um sistema falho que foi imposto a ele. Se a escola é para eles por que não ouvir a parte mais interessada dessa equação?

E é isso que o documentário faz, ouve jovens que estão diariamente em uma realidade que muitos de nós nem sonham. Ouve jovens que muitas vezes precisam crescer rápido demais para enfrentar uma vida muito injusta, jovens que são tão polidos em seus sonhos, jovens que vivem em um ambiente muitas vezes hostil, em casa ou na rua. Não, não estou defendendo nenhum tipo de ideologia ou posição político-social, até porque não sou nenhuma especialista e isso não é nenhum artigo científico. O que estou querendo dizer, e muito humildemente, é que muitas vezes em discussões educacionais é fácil culpar o adolescente como desinteressado, malcriado e desrespeitoso. Mas e a estrutura educacional? O que realmente fazemos para melhorar a situação? E os professores? Como podemos qualifica-los? Melhorar as condições de trabalho?

É fácil falar em culpa e responsabilizar o aluno apenas como desinteressado e deixar a situação como está, quando a questão principal é muito mais profunda. É como nós, sociedade brasileira, realmente vemos a educação e a importância que damos a ela. E a resposta é fácil, porque realmente nunca sonhamos que o jovem de educação pública “seja alguém”, nunca sonhamos que uma escola da periferia tenha um ensino de qualidade excelente. Como o próprio nome do documentário diz, nunca sonhamos que o jovem da periferia vá além da condição marginalizada imposta a ele. E está na hora de sonharmos mais, bem mais além do que nos é dito diariamente.

Eu sei que a questão é bem mais profunda, muito mais complexa, mas esse é somente um texto de reflexão, e confesso que desabafo também. O documentário é só uma porta de entrada para quem quer realmente pensar educação de um modo diferente e não é destinado somente a professores, coordenadores e supervisores, mas à todas as pessoas que têm aquele sentimento de cidadania gravado no peito. Serve para olharmos de uma outra perspectiva, o que é sempre positivo para um debate de qualidade.

Então como um último recado antes de terminar, por favor assistam o documentário Nunca me sonharam. Eu sei que La Casa de Papel é ótimo e intrigante, que a Netflix soltou a nova temporada daquela série que você ama, mas as vezes é bom a gente ver algo a mais do que ficção e olharmos para a realidade que está a nossa volta e que somos diretamente e indiretamente responsáveis, vale a pena! Prometo ;)

Obrigada, de nada!

“Parece bobagem, mas é gratidão…”

Quem me lê, já sabe como os textos surgem: observando as pessoas! E estava observando a forma de agir delas, e a minha também e percebi que a gente agradece pouco! “Ah que coisa feia!”, diria a sua mãe, com a testa franzida e dedo em riste! Rs Isso porque fomos criados (pelo menos eu) para agradecer tudo o que ganha. Ganhou presente? Agradece! Recebeu um elogio? Agradece! Sacolas arrumadas no mercado? Agradece! E tem mais: nada de responder “valeu!” Não! Era “obrigada!”, sempre acompanhado de um “valeu não é resposta!” (me peguei dando essa mesma lição na minha sobrinha de 9 anos esses dias…. Tô velha, é oficial!) Continue lendo “Obrigada, de nada!”

Seja generoso…com você mesmo

Feeling Good – Nina Simons

Simples assim.
Você já parou pra pensar o quão culpado se sente diante alguma situação que não deu certo? Inclusive, o quanto se cobra por causa disso? Creio que todos nós já tivemos essa sensação.

Ocorre que você até pode se dar uns puxões de orelha, mas até pra autocrítica, é preciso ter um limite.

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Ih, deu ruim!

Esse texto não tem trilha sonora. É, tá difícil….

O título descreve minha situação atual: ih, deu ruim! Conhece bloqueio criativo? Quando as coisas não vão nem pra frente nem pra trás? Tipo mula empacada, que não se mexe? Então, bem vindo ao mundo do bloqueio criativo! Esses últimos dias tenho recebido até cobrança de amigos que me leem porque faz tempo que não posto, mas o motivo é esse aí: deu ruim! Continue lendo “Ih, deu ruim!”

Aniversário um dia de reflexão.

COMO SURGIU

Aniversário é dia de olhar para o passado e planejar o futuro, porém, geralmente passamos nossos aniversários comemorando, agradecendo e vivendo intensamente, afinal, estamos mais um ano vivos e isso já é o suficiente para nos esbaldarmos nesta profunda alegria.

Entretanto não são apenas as pessoas que fazem aniversários, mas momentos como realizações, grandes feitos, perdas e as grandes mudanças em nossas vidas também fazem aniversários e sempre acabamos esquecendo de refletir sobre elas.

O Conteúdo Aleatório nasceu em um desses aniversários de “momentos”, numa época de mudanças em minha vida que foram muito significativas. Acredito que os sonhos desta minha nova etapa estão caminhando juntamente com o site e se algo der errado por aqui talvez minha vida perca o rumo juntamente a ele.

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O tempo da dor é o tempo da transformação

Nos últimos anos as empresas têm se preocupado cada vez mais com a pessoa/ser humano que ela está contratando do que com o currículo dela, já reparou? Não, não vou dar dicas de “como se dar bem em uma entrevista de emprego”.
Me chamo Carol Rosa e esse é meu primeiro texto para o Conteúdo Aleatório. Chega mais =)

Creio que não teve melhor dia para postar esse texto, pois hoje damos início ao outono. Não é somente uma mudança de estação, mas uma mudança de ciclo. E é exatamente sobre isso que irei falar nesse texto.

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Como anda seu nível de MARAVILHOSIDADE?

Gente, ultimamente eu tenho sido bastante elogiada, principalmente por conta dos textos que publico aqui! Obrigada, de coração, a vocês que lançam a mim palavras de aprovação e carinho! Acontece que eu percebo que fico super sem graça em receber um elogio. A sorte é que todos me elogiam online e, com a proteção da tela do computador ou celular, ninguém vê minhas bochechas vermelhas… Sorte! (quem me conhece sabe que vermelha é apelido quando se trata da minha vergonha, mas abafa!) Continue lendo “Como anda seu nível de MARAVILHOSIDADE?”